Sem previsão de cheia, Rio Madeira não deve ter anormalidades, diz CPRM

A equipe do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) responsável por monitorar o nível do Rio Madeira em Porto Velho e o Sistema de Proteção da Amazônia, apresentaram na manhã desta quarta-feira, dados sobre o serviço de monitoramento feito na bacia do Rio, as condições atuais que rio se encontra e descartaram a possibilidade de uma possível cheia em 2017.
A CPRM explica que para este ano o rio não irá surpreender com anormalidades quanto ao seu nível. O meteorologista do Sipam, Luiz Alves, disse que as chuvas que estão previstas para cair este ano, não serão o suficiente para que o rio transborde. “Nós observamos que, de outubro até os dias de hoje, o fenômeno El Niño, fez com que as chuvas diminuíssem. Para o rio chagar a níveis alarmantes é preciso que chova bastante e essa não é nossa previsão, o máximo que pode acontecer é chover acima da média que é 15,50 metros”, explicou Luiz.
“O nível do Rio Madeira é medido em tempo real por uma plataforma automática e uma rede de observadores que vão até os pontos de monitoramento duas vezes ao dia, onde estão as réguas de medição e registram a cota para manter o banco de dados atualizados diariamente”, explicou o engenheiro hidrólogo, Franco Buffon.
Segundo o diretor da Defesa Civil, Marcelo Santos, a defesa civil está preparada para uma cheia. “Nós estamos preparados, nosso plano de contingência está fortalecido para agir, a gente sabe que este ano está descartada essa hipótese, mas se acontecer nós já sabemos como agir e quem mobilizar em caso de urgência”, disse o diretor.
A CPRM possui 74 pontos de monitoramento entre o estado Rondônia e o Acre. No distrito de Abunã, a cota do rio está em 17,48, mas não apresenta risco de inundação. Hoje na capital o Madeira marcou 11, 54 metros de profundidade.
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