SEM REAJUSTE E SEM SUBSÍDIO, EMPRESAS DE ÔNIBUS AGORA TÊM AMEAÇA DE GREVE
Mais de 40 meses, ou quase três anos e meio sem qualquer reajuste. Quase quatro anos sem subsídio oficial. Todos os insumos (óleo diesel, pneus, equipamentos), aumentando muito. A inflação no período chegou a 22,7 pelo IPC e 19,5% pelo IGPM. Nesses três anos, os empregados receberam aumentos salariais de 9,5% (2011); 6% (2012) E 16% EM 2013. Contrapartida da Prefeitura, no mesmo período: zero.
São enormes as dificuldades, ainda mais porque os empregados querem reajuste salarial e já decidiram pela greve. Essa é a situação das empresas de ônibus, que formam o SET, Sindicato das Empresas de Transportes da Capital. O clima ainda piora porque os empresários sequer são recebidos pelo prefeito Mauro Nazif, para apresentarem suas dificuldades e reivindicações. E agora, uma notícia ainda pior: o sindicato dos motoristas e cobradores, o Sintetuperon, anuncia que fará greve geral, exigindo reajuste de 10% e mais 6% de reposição da inflação. As empresas, já operando no vermelho, não têm de onde tirar.
As empresas perderam toda a sua margem de lucro, até para sobreviver. Não conseguem um mínimo de reajuste às tarifas; não recebem um só centavo de subsídio (embora essa seja uma função óbvia e explícita da Prefeitura) e ainda transportaram gratuitamente, só no ano passado, mais de oito milhões de passageiros, entre deficientes e idosos, que não pagam a tarifa e estudantes, que pagam apenas a metade.
Um dos empresários do setor lamenta a situação e diz que as empresas associadas ao SET têm feito de tudo para melhorar cada vez mais o atendimento à população. Mas acrescenta: do jeito com que as empresas que transportam milhares de pessoas todos os dias têm sido tratadas pelo Poder Público, a situação pode ficar ainda mais complicada, causando graves problemas à população.
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