Servidores protestam no CPA e levam caixão com a “saúde morta”

Na manhã desta sexta-feira (4), profissionais da saúde da rede estadual fizeram uma manifestação em frente ao Centro Político e Administrativo (CPA) do Governo do Estado, para chamar a atenção do governador Marcos Rocha e do secretário de saúde, Fernando Máximo, sobre várias reivindicações da categoria. Eles percorreram algumas ruas da cidade em carreata.
De acordo com a presidente do Sindsaúde, Célia Campos, a categoria está buscando melhores condições de trabalho, principalmente para a comunidade que precisa do SUS. “Hoje o Cemetron se encontra sucateado. Atualmente, o servidor tem o pior salário do estado mesmo em um momento de pandemia. Esse movimento hoje não é só por questão salarial, mas é por todas as questões de desrespeito, de insalubridade, de falta de insumos”, disse a presidente.
Sobre o movimento grevista, suspenso por força judicial, a presidente disse que no mesmo dia que foi notificada, ela apresentou recursos e está aguardando posicionamento do juiz. “Mas os movimentos do sindicato não podem parar e vão continuar a cada 15 dias”, explicou Célia Campos.
Na frente do CPA, os profissionais usaram um caixão, simbolizando a morte da saúde, segundo a presidente do sindicato. “A saúde está morrendo e o governo não vê. Se entrar nas dependências do Cemetron, gatos são vistos dormindo em cima de equipamento para fazer exame. Então, esse caixão é pela falta de respeito com os trabalhadores, porque quando o governo não olha para as estruturas das unidades de saúde, quando deixa faltar insumos e principalmente por deixar o trabalhador trabalhar em plena pandemia sem insalubridade, a saúde morre”, disse.
Segundo a presidente, o sindicato tentou por várias vezes dialogar com o governador, mas não entrou em um acordo, principalmente sobre o Plano de Carreira dos trabalhadores. “Existe o diálogo em relação ao PCCR, mas é da forma que eles querem. Já houve várias reuniões, mas a categoria não concorda com muitas coisas que o Governo está colocando”, finalizou Célia Campos.
Veja Também
Médico demitido após cobrar paciente do SUS por cirurgia vira alvo de ação por improbidade
Estoques de sangue estão em situação crítica em Rondônia; maior necessidade é por O+ e O−
TJRO manda soltar acadêmica que admitiu ter bebido e foi para casa após acidente com morte
Corre Contábil reúne esporte e solidariedade em Porto Velho, Ariquemes e Ji-Paraná