Rondônia, 13 de junho de 2026
Geral

Sindicato diz que estopim da revolta foi agressão a trabalhador

Veja a versão do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Construção Civil do Estado de Rondônia (STICCERO):
 
Trabalhadores que estiveram presentes na manifestação pacífica iniciada dentro dos canteiros denunciam que o estopim da revolta contra a empresa foi a atitude absurda tomada por um engenheiro de nome “Miranda” que ao ser abordado por um manifestante teria desferido um golpe violento de capacete contra o rosto de um trabalhador que teve um corte profundo na face.

O fato se deu logo pela manhã (7:30hs), enquanto os trabalhadores se reuniam para discutir sobre a manifestação, o dito engenheiro fez questão de se dirigir ao centro da manifestação para incitar os trabalhadores e atrapalhar a reunião, vindo a praticar a agressão.

A partir daí, o que era pra ser uma manifestação pacífica, fez com que o mesmo engenheiro teve seu carro depredado e virado exatamente em resposta a agressão oferecida ao trabalhador, com muita dificuldade uma equipe do sindicato que acompanhava a reunião conseguiu afastar o engenheiro das mãos dos trabalhadores que por pouco não chegaram as vias de fato contra o engenheiro.

Tal atitude foi o que bastou para que um sentimento de revolta se instalasse e a partir daí ficou incontrolável a situação vindo a ter vários ônibus depredados e um incendiado.

É comum ao STICCERO receber diariamente denúncias absurdas de assédio moral e humilhações que são praticadas dentro dos canteiros das usinas, em alguns casos vindo a culminar em demissões. “Estamos em fase de negociação salarial junto as empresas, é inconcebível que qualquer funcionário administrativo venha a agredir, mesmo que verbalmente, qualquer trabalhador em um momento tão delicado onde a principal prioridade é o entendimento”, afirmou o vice-presidente Altair Donizete que presenciou todo o ocorrido.

Imagens da agressão injustificada também estão sendo coletadas pelo sindicato para que sejam analisadas pelo Ministério do Trabalho, para que sejam acionados os devidos responsáveis.

O Sindicato deixa bem claro que não aprova e participa de atos de vandalismos ou violência, porém, jamais permitirá que algum trabalhador seja agredido por superiores, principalmente durante manifestações pacíficas de reivindicação de direitos e melhorias e estará tomando as medidas cabíveis. “A manifestação foi espontânea por parte dos trabalhadores que estão há meses insatisfeitos com os maus tratos sofridos e o descaso das empresas em relação a alguns direitos adquiridos no acordo do ano passado e que não estão sendo cumpridos, como a “Baixada”, que é o direito de retornar ao Estado de origem a cada período de 6 meses, o que não está sendo cumprido”, informou a assessoria de comunicação do sindicato. “Estamos propondo a Comissão de trabalhadores formada no centro da manifestação a que a mesma seja paralisada durante uma semana, para que o Sindicato possa negociar com a empresa e apresentar a contra – proposta enviada até a próxima segunda feira (22/06), 7:00hs da manhã, no canteiro de obra da Usina de Santo Antônio, para que os trabalhadores decidam se aceitam ou não a pauta negociada”, declarou o presidente do STICCERO, Raimundo Soares.

Trabalhadores depredaram pelo menos 36 veículos:

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