Rondônia, 14 de março de 2026
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Sindicato diz que greve em Jirau continua

Os trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho, decidiram manter nesta sexta-feira (16) a greve da categoria, que entra no sexto dia. A informação é de Raimundo Soares Enelson, presidente do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero).



"Estamos negociando com a Justiça e com a empresa o que pode ser feito. Sabemos que a greve é ilegal, mas os trabalhadores é que decidiram manter a paralisação. Estou vendo o que o sindicato pode fazer, pois podemos ser multados por isso", declarou Raimundo ao G1.
A Enesa Engenharia é uma empresa contratada pela Energia Sustentável do Brasil para a realização de serviços complementares, como montagem de geradores, enquanto a Camargo Corrêa, uma das sócias do consórcio responsável pela execução das obras civis.
Na quinta-feira (15), a Justiça do Trabalho declarou ilegal a greve de trabalhadores da usina e fixou multa diária de R$ 200 mil para os trabalhadores em caso de descumprimento da decisão. A decisão do desembargador Ilson Alves Pequeno Júnior, relator do Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região, foi de declarar em caráter liminar a greve como ilegal, determinando o retorno dos funcionários ao trabalho.

"Estamos negociando com a Justiça e com a empresa o que pode ser feito. Sabemos que a greve é ilegal, mas os trabalhadores é que decidiram manter a paralisação. Estou vendo o que o sindicato pode fazer, pois podemos ser multados por isso", declarou Raimundo ao G1.
A Enesa Engenharia é uma empresa contratada pela Energia Sustentável do Brasil para a realização de serviços complementares, como montagem de geradores, enquanto a Camargo Corrêa, uma das sócias do consórcio responsável pela execução das obras civis.
A usina é detida pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pela GDF Suez, Eletrosul e Chesf, ambas da Eletrobras, além da Camargo Corrêa.

Segundo a Camargo Corrêa, funcionários têm sido impedidos de trabalhar desde a última quinta-feira (8) e as obras seguem paralisadas, com apenas os serviços essenciais como segurança sendo garantidos.

Em março do ano passado, a hidrelétrica de 3.750 megawatts (MW) e que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, registrou uma revolta de trabalhadores que resultou na destruição de instalações, suspensão da obra e dispensa temporária de 10 mil trabalhadores.

A pauta de reivindicações do sindicato tem 10 itens, entre eles aumento de 30% do salário, cinco dias de folga a cada 70 dias trabalhados (atualmente, a folga é a cada 90 dias corridos de trabalho), aumento do valor da cesta básica de R$ 170 para R$ 350, plano de saúde gratuito extensivo a familiares, aumento de periculosidade e insalubridade e disponibilidade de um médico ginecologista no posto de saúde do canteiro de obras.

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