Sindicatos e CUT são contrários ao ensino à distância proposto pelo Estado
Em seminário realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), no município de Ji-Paraná, movimentos sociais do campo e organizações parceiras discutiram a atual situação da educação do campo no Estado de Rondônia, mas principalmente sobre a proposta do governo estadual de implantar o Projeto de Ensino Médio com Mediação Tecnológica nas escolas. O seminário foi o terceiro momento de debate sobre o tema articulado pelos movimentos para apontar diretrizes e encaminhamentos que possam contribuir para uma educação para o campo referenciada e de qualidade.
A proposta, que já foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação, foi defendida durante o seminário pela subgerente de educação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Angélica Aires. Angélica confirmou que o Projeto não foi discutido com as representações do campo, ainda que este apresenta como público alvo alunos da zona rural. A representante do estado foi enfática em informar que esta é a alternativa definida pelo governo estadual para a educação do campo, uma vez que procuram desfazer de um descaso de décadas com a educação do campo.
O presidente da Fetagro transmitiu à subgerente de educação o sentimento da categoria de indignação por este projeto ter sido construído sem ouvir as instituições, as famílias, os pais de alunos para que se possa implementar a verdadeira educação do Campo. Em relação a isso, a Articulação Estadual pela Educação do Campo tem se manifestado. Uma Nota de Repudio foi emitida no mês de Julho, logo após a realização de audiência pública para tratar do tema, para a qual os representantes do campo não foram informados e/ou convidados. No mês de agosto, em audiência de negociação do Grito da Terra Estadual, a Fetagro, a Aefaro e um grupo de trabalhadores rurais estiveram com a senhora Izabel Luz, na época secretária de educação, para discutir a proposta; mas a secretária não considerou o posicionamento da categoria.
A Articulação Estadual pela Educação do Campo tomou como encaminhamento intensificar o debate sobre a questão, participando nos espaços possíveis de diálogo. Como próximas ações, o grupo confirma que irá participar e se posicionar durante a realização da Conferência Estadual de Educação; realizará uma mobilização mais forte para impedir a implantação desse projeto; e também construirá, em parceria com a Unir, um projeto de formação de professores para ser apresentado para o governo do estado em substituição ao Projeto Ensino Médio com Mediação Tecnológica que, segundo eles, é contraditório às diretrizes operacionais da educação do campo.
Destacaram que o método de ensino com mediação tecnológica além de não resolver problemas existentes, como a evasão do ensino médio, poderá agravar alguns impasses e gerar novos, a exemplo da falta de professores habilitados e qualificados. Os representantes temem pela exclusão de professores, já que o Projeto prevê ser aplicado em 102 comunidades nos 52 municípios, exigindo apenas um professor ministrante por disciplina e um professor presencial por "telesala". Pela proposta, percebemos que profissionais da educação serão excluídos. Onde ficarão esses professores? E a necessidade de valorização e capacitação dos professores? O governo tem o compromisso de valorizar essa categoria?, questionaram.
A proposta, que já foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação, foi defendida durante o seminário pela subgerente de educação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Angélica Aires. Angélica confirmou que o Projeto não foi discutido com as representações do campo, ainda que este apresenta como público alvo alunos da zona rural. A representante do estado foi enfática em informar que esta é a alternativa definida pelo governo estadual para a educação do campo, uma vez que procuram desfazer de um descaso de décadas com a educação do campo.
O presidente da Fetagro transmitiu à subgerente de educação o sentimento da categoria de indignação por este projeto ter sido construído sem ouvir as instituições, as famílias, os pais de alunos para que se possa implementar a verdadeira educação do Campo. Em relação a isso, a Articulação Estadual pela Educação do Campo tem se manifestado. Uma Nota de Repudio foi emitida no mês de Julho, logo após a realização de audiência pública para tratar do tema, para a qual os representantes do campo não foram informados e/ou convidados. No mês de agosto, em audiência de negociação do Grito da Terra Estadual, a Fetagro, a Aefaro e um grupo de trabalhadores rurais estiveram com a senhora Izabel Luz, na época secretária de educação, para discutir a proposta; mas a secretária não considerou o posicionamento da categoria.
A Articulação Estadual pela Educação do Campo tomou como encaminhamento intensificar o debate sobre a questão, participando nos espaços possíveis de diálogo. Como próximas ações, o grupo confirma que irá participar e se posicionar durante a realização da Conferência Estadual de Educação; realizará uma mobilização mais forte para impedir a implantação desse projeto; e também construirá, em parceria com a Unir, um projeto de formação de professores para ser apresentado para o governo do estado em substituição ao Projeto Ensino Médio com Mediação Tecnológica que, segundo eles, é contraditório às diretrizes operacionais da educação do campo.
Veja Também
Carnaval de Porto Velho terá QR Code para identificar crianças no Curumim Folia
Ações de regularização fundiária em Rondônia são fortalecidas em parceria com o Incra
Sesau informa as vacinas essenciais antes do período de Carnaval
Conta de energia: Rondônia já soma mais de 30 ganhadores em campanha que premia quem paga via Pix