Sindsef defende criação de fórum contra a privatização da Saúde em Rondônia

Um grupo formado por entidades de classe começou debater a criação do Fórum Estadual contra a Privatização da Saúde em Rondônia. Na pauta, os desmandos cometidos pelo atual governo do Estado, governo federal, e o processo de privatização velada já iniciado.
Paulo alerta que as Organizações Sociais de Saúde (OSS) – que o governo tenta criar – representam um modelo de parceria adotado por governo de alguns estados para a gestão de unidades de saúde. Ele explica que o “modelo” é perfeito no papel mas na prática vai trazer grande prejuízo à população.
Segundo Paulo Vieira, a meta é trazer para a discussão a OAB, o Ministério Público, o Ministério Público Federal, Tribunal de Contas, Ministério Público do Trabalho, centrais sindicais, além de associações de bairros. O grupo classifica como altamente nociva a proposta do governo do Estado de tentar, sorrateiramente, privatizar o setor de Saúde criando empresas disfarçadas de “entidades” sociais.
Paulo alerta que as Organizações Sociais de Saúde (OSS) – que o governo tenta criar – representam um modelo de parceria adotado por governo de alguns estados para a gestão de unidades de saúde. Ele explica que o “modelo” é perfeito no papel mas na prática vai trazer grande prejuízo à população.
Em alguns estados, como São Paulo, por exemplo, a legislação foi modificada para regulamentar a parceria com entidades filantrópicas, que passaram a ser qualificadas como Organizações Sociais de Saúde e que, em decorrência dessa qualificação, adquiriram o direito de firmar Contrato de Gestão com a Secretaria de Estado da Saúde, visando o gerenciamento de hospitais e equipamentos públicos de saúde, tudo isso sem qualquer tipo de fiscalização e licitação.
Paulo alerta que tramita no Congresso Nacional, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4330/04, de autoria do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que pretende regulamentar o trabalho terceirizado nas empresas públicas e privadas. A proposta é uma arapuca: se aprovada, terá consequências nefastas para as mais diferentes categorias, com impactos diretos sobre os professores, determinando a precarização das relações de emprego e ameaçando conquistas históricas dos trabalhadores, principalmente do setor de Saúde e Educação.
O projeto atua para modificar três questões específicas: obrigar o trabalhador a assumir a condição de pessoa jurídica, para que possam então ser requisitados os serviços da nova empresa formada; permitir a terceirização das atividades-fim (específicas), e não mais apenas de atividades-meio, como estabelece atualmente a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST); por fim, definir apenas a responsabilidade subsidiária do contratante do serviço, afastando qualquer perspectiva de responsabilidade solidária, na hipótese de descumprimento dos direitos trabalhistas e previdenciários, por parte do empregador.
Veja Também
Prefeitura notifica empresa e suspende taxa de estacionamento na rodoviária
Últimos detalhes são definidos para os desfiles dos blocos de rua na capital
Carnaval de Porto Velho terá QR Code para identificar crianças no Curumim Folia
Ações de regularização fundiária em Rondônia são fortalecidas em parceria com o Incra