Trabalho Infantil Legal é tema de palestra durante evento na Fiero

O presidente da FIERO parabenizou Tatiane pela abordagem do tema e disse ainda que a Federação e o TRT serão parceiros em ações de conscientização da classe empresarial e da sociedade em geral.
Para Thomé a Federação das Indústrias tem como um dos papéis fundamentais trazer informações à classe empresarial, e a participação da juíza Tatiane Faria é oportuna, justamente por abordar o tema voltado ao trabalho infantil legal. Quanto mais cedo à criança começa a trabalhar, menor é seu rendimento médio durante a vida. Ao trabalhar, a criança fica com menos tempo e disposição para estudar e se preparar para alcançar uma melhor posição social na fase adulta afirma.
O presidente da FIERO parabenizou Tatiane pela abordagem do tema e disse ainda que a Federação e o TRT serão parceiros em ações de conscientização da classe empresarial e da sociedade em geral.
Durante a palestra, a juíza tratou dos aspectos legais envolvendo o trabalho infantil, como direito à profissionalização, aprendizagem e proteção ao trabalho do adolescente, entre outros assuntos.
Tatiane esclareceu o que se entende por trabalho infantil, sendo aquele realizado em desacordo com as idades mínimas previstas em lei. Também abordou a questão do trabalho infantil doméstico e a dificuldade de sua fiscalização, trazendo dados estatísticos sobre o assunto; bem como esclareceu sobre os meios legais de inserção no mercado de trabalho, como a aprendizagem.
De acordo com a juíza o trabalho infantil para crianças e adolescentes traz consequências, como os riscos físicos, morais e sociais. Também, segundo Tatiane, o discurso que defende o trabalho infantil é, na maioria das vezes, um discurso ideológico e discriminatório, dirigido principalmente aos filhos das classes menos favorecidas, contribuindo para a perpetuação das desigualdades sociais, afirmou.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil atinge mais de 200 milhões de jovens em todo o mundo, e aproximadamente 3,5 milhões de adolescentes no Brasil, onde a idade mínima para o trabalho é de 16 anos. Quem tem mais de 14 anos pode atuar nas empresas, mas somente como aprendiz. Trabalhos perigosos ou insalubres, como o doméstico e o noturno, só podem ser exercidos por maiores de 18 anos.
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