Rondônia, 18 de setembro de 2026
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Unisapiens admite erro e pede desculpas após proibir mães acadêmicas de levarem filhos para a instituição

Em novo comunicado, a Unisapiens condena seu próprio posicionamento anterior

Após a repercussão sobre a proibição de filhos de acadêmicas dentro da instituição, a Faculdade Unisapiens admitiu o erro e pediu desculpas em um novo comunicado, de retratação, emitido no final da tarde desta terça-feira (5).

O documento começa pedindo desculpas pela proibição de crianças e adolescentes no campus da instituição e afirma que a “abordagem [da faculdade] não reflete no posicionamento diante deste tema tão sensível e importante para os alunos e alunas”.

O comunicado expõe também que mais da metade dos acadêmicos matriculados, têm filhos e que reconhece a dificuldade dos pais que precisam estudar.

A nota segue e contradiz o comunicado anterior: “Nossa preocupação é sobre as crianças desacompanhadas pelo campus. Não há qualquer proibição, de forma alguma. Apenas gostaríamos que não ficassem desacompanhadas por algum responsável durante o período das aulas pelo perigo de se machucarem”, diz um trecho do novo documento.

Após a repercussão, a Unisapiens disse também que irá estudar alternativas para que crianças ou adolescentes que vão para a instituição acompanhados dos pais possam se sentir seguros.

“Comunicaremos nos próximos dias as nossas iniciativas e um comitê dedicado eaxclusivamente a esta causa. Mais uma vez, nossas sinceras desculpas”, finaliza.

O que aconteceu?

Um comunicado, enviado aos estudantes da faculdade Unisapiens, em Porto Velho, gerou repercussão nos últimos dias. O documento, que o RONDONIAGORA teve acesso, pontuava que estava proibida a permanência de crianças e adolescentes “no âmbito da faculdade”.

“Comunicamos à Comunidade Acadêmica, que fica proibida a permanência de crianças nas instalações da Faculdade, em cumprimento ao disposto no Regimento Interno da IES, devidamente publicado no site institucional”, dizia o comunicado.

O documento afirmava ainda que caso o/a acadêmico (a) que insistisse em adentrar nas dependências da instituição junto de criança ou adolescente, poderia sofrer “sanções disciplinares estabelecidas no Regimento Interno da instituição”.

A reportagem também recebeu denúncias sobre possíveis constrangimentos e ameaças às acadêmicas que queriam entrar com crianças. O jornal procurou a direção da Unisapiens na manhã desta terça-feira (5), mas uma diretora ficou de entrar em contato, o que não foi feito.

Decisão gerou revolta

Nas redes sociais, o que não faltou foi comentários sobre o assunto. Os estudantes demonstraram insatisfação com a decisão.

“Quem tem bebê que se lasqu*. Eita coisa boa”, disse um estudante em um grupo de WhatsApp.

“Tem mães que faltam aula por não ter com quem deixar os filhos e saber que é proibido levar para evitar de ser prejudicada é fo**”, diz um outro acadêmico.

Em manifestação interna, um coordenador da faculdade defendeu a instituição, dizendo que não há motivo para posicionamento oficial, porque seria uma norma legal. "Faculdade, trabalho, não é lugar de criança". 

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