Rondônia, 22 de janeiro de 2026
Geral

UTI do Hospital de Base sem pia e com banheiros condenáveis

Uma pia com encanamento improvisado para atender profissionais que cuidam de 10 leitos. É apenas uma para os médicos lavarem as mãos. Vaso sanitário quebrado, entupido, onde é preciso jogar água com um balde sempre quando usado. Há três meses falta álcool gel, para higienização das mãos dos médicos.



Bactérias

Servindo-se do direito de anonimato, os profissionais de medicina afirmam que o prédio onde esta instalada a UTI pediátrica encontra-se em situação degradante. Uma pia foi desativada. A única ainda em precário funcionamento é suja, velha e improvisada em um canto. Para cada leito é necessário uma pia.

Bactérias

Recentemente, uma criança morreu após contrair bactéria muito forte. Diante do caos, médicos decidiram fecham a UTI por 48 horas. Segundo especialistas, a bactéria agressiva não respondia a nenhum tipo de antibiótico.

Profissionais que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva precisam sair da sala e lavar as mãos em outro setor. É aí, alertam os médicos, que mora o perigo. Funcionários entrando e saindo nas salas acabam trazendo bactérias para o salão principal da UTI. Com isso, o risco de infecção torna-se eminente.



Além da pia, outras louças sanitárias não funcionam. O banheiro usado pela família do paciente esta quebrado. Outro vaso sanitário é o único expurgo. É preciso usar balde com água para dar descarga, o que facilita a contaminação e o surgimento de bactérias.
 
Medicamento

Outro fator preocupante relatado por médicos e familiares é a falta de medicamento. Durante três meses a UTI pediátrica do Hospital de Base ficou sem estoque de álcool gel para higienização das mãos. Mas não é apenas material de higiene em falta. Após começar o atendimento ao pequeno paciente, o médico recebe a notícia de que não há medicamentos extremamente necessários para a continuidade do tratamento.

O presidente do Sindicato Médico de Rondônia, Dr. Rodrigo Almeida, classifica o caso do Hospital de Base como calamidade pública. Para o médico, “é necessário gestão administrativa eficaz para suprir as demandas básicas do hospital, como medicamentos e condições de trabalho”.

Rodrigo Almeida alerta que se nada for feito, com ações concretas e rápidas, outros bebês podem morrer por falta de medicação aplicada no momento adequado, ou até mesmo, por causa de infecções provocadas por bactérias.

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