Vacinação contra rubéola prorrogada em Rondônia, Acre a mais 9 estados
A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Rubéola foi prorrogada, nesta sexta-feira, em 11 estados, segundo Marília Bulhões, coordenadora nacional de imunização do Ministério da Saúde. O prazo inicial para o término da vacinação terminaria nesta sexta-feira (12).
Outro problema identificado pelo Ministério da Saúde, segundo a coordenadora, é o homem acreditar que é invunerável à doença. "Muitos pensam que é coisa de criança ou de mulher".
"A maior dificuldade é chegar até os homens de 20 a 39 anos para vacinar. Há uma lenda de que o homem tem medo de injeção, de que a vacinação o impeça de jogar futebol ou tomar uma cervejinha, atividades de lazer que o homem sempre gosta", disse Bulhões.
Outro problema identificado pelo Ministério da Saúde, segundo a coordenadora, é o homem acreditar que é invunerável à doença. "Muitos pensam que é coisa de criança ou de mulher".
Pelo país
De acordo com o balanço preliminar divulgado nesta sexta-feira, as coberturas por região ficaram em 79,61% no Nordeste; 75,26% no Sul; 73,67 no Sudeste; 69,62% no Centro-Oeste e 68% no Norte.
Entre os estados com as maiores coberturas estão Santa Catarina (89,41%), Alagoas (87,13%), Sergipe (84,39%), Pernambuco (83,24), Maranhão (81,57%), Espírito Santo (81,20%) e Minas Gerais (80,22%).
Os dados mostram que os homens procuraram menos os postos. As informações preliminares indicam a vacinação de 24,5 milhões de pessoas do sexo masculino, o que representa 70,50% de cobertura em relação ao total de homens a serem imunizados. Entre as mulheres, a adesão foi maior mais de 27,8 milhões já estão protegidas contra a doença, o que representa 78,85% de cobertura para o sexo feminino.
Os estados que tiveram as melhores coberturas para as mulheres foram Alagoas (91,86%), Santa Catarina (90,62%), Sergipe (89,73%) e Pernambuco (88,87%). Amapá e Goiás tiveram os menores percentuais para as mulheres 68,43% e 65,54%, respectivamente. As mais altas coberturas para os homens foram alcançadas pelos estados de Santa Catarina (88,21%) e Alagoas (82,16%).
Dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos dois anos, surtos de rubéola foram registrados de forma dispersa em todo o país. Em 2007, foram registrados 8.407 casos, sendo 161 em mulheres grávidas, o que resultou em 20 recém-nascidos com Síndrome da Rubéola Congênita (SCR), que causa cegueira, surdez, retardo mental e cardiopatias, entre outras seqüelas.
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, todos devem ser vacinados, independente do histórico de vacinação ou doença anterior. Para se vacinar, basta ir a um posto de vacinação e levar o cartão e a carteira de identidade.
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