Rondônia, 06 de maio de 2026
Geral

Vídeo: manobras de derrotados inviabilizam Sinpol e impede pagamento de plano de saúde de centenas de filiados

Um dos maiores sindicatos de Rondônia, o Sinpol, entidade de classe dos policiais civis, enfrenta uma crise sem precedentes ocasionada por manobras de filiados descontes com os resultados da última eleição realizada em março e que elegeu Odair Ozame como presidente.

Apesar de já ter sido empossado, Ozame não tem como gerenciar o sindicato devido a entraves burocráticos. Ele denunciou o caos durante transmissão em redes sociais nesta terça-feira (5).

Sem conseguir pagar o plano de saúde de milhares de filiados — principalmente aposentados — além de salários de funcionários e outras obrigações, o Sinpol está praticamente paralisado. Segundo Ozame, o bloqueio das contas foi provocado por entraves judiciais e cartoriais após a eleição da nova diretoria.

Ele explica que a situação começou após uma averbação levada ao cartório por representantes ligados à chapa derrotada, liderada por Vagner Sodré. Ele afirma que o procedimento foi feito de forma unilateral, sem ordem direta do juiz, e com apresentação parcial do processo judicial.

Diante da controvérsia, o cartório não concluiu o registro das atas de eleição e posse e encaminhou o caso ao Judiciário. Sem esse registro, o Sinpol permanece sem formalização e não consegue movimentar suas contas bancárias.

A atual gestão afirma que assumiu no dia 5 de abril e iniciou os procedimentos para regularização, mas passou a depender de decisão judicial para destravar o funcionamento da entidade.

O cenário se agrava com uma ação trabalhista movida pelo ex-diretor Milton Berbeti, que cobra mais de R$ 120 mil. Segundo Ozame, o autor da ação é aliado da chapa derrotada.

No dia 28 de abril, dentro desse processo, foi solicitado o reconhecimento da revelia do Sinpol. A gestão sustenta que o próprio impedimento de regularização — causado pelo bloqueio no cartório — está sendo usado contra a entidade na Justiça.

Com as contas travadas, Ozame afirma que o impacto já atinge diretamente os filiados, incluindo aposentados e pessoas em tratamento de doenças graves que dependem do plano de saúde mantido pelo Sinpol. Ele classifica a situação como grave e afirma que há risco concreto de interrupção de atendimentos.

A diretoria informa que ingressou com mandado de segurança e outras medidas judiciais para tentar reverter o bloqueio e afirma aguardar decisão da Justiça para restabelecer o funcionamento da entidade.

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