Rondônia, 21 de abril de 2026
Geral

Violação de tornozeleira motivou Alexandre de Moraes a decretar prisão preventiva de Bolsonaro

A violação do equipamento de monitoramento eletrônico do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a madrugada foi um dos motivos da decretação de sua prisão preventiva, neste sábado (22), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontar risco concreto de fuga. O rompimento ocorreu às 0h08, conforme comunicação enviada pelo Centro de Monitoração do Distrito Federal à Corte.

Segundo a decisão do ministro, a informação evidencia a intenção do ex-presidente de romper a tornozeleira eletrônica, circunstância que, na avaliação de Moraes, foi agravada pelo tumulto provocado por apoiadores convocados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para uma vigília pela saúde do pai na noite deste sábado.

No texto da decisão, Moraes citou que a mobilização dos simpatizantes, embora apresentada como “vigília”, reflete o mesmo “modus operandi” atribuído à organização criminosa investigada, com o uso de manifestações populares para obtenção de vantagens pessoais. O ministro afirmou ainda que o encontro gerou ambiente propício a eventual fuga e comprometeu a efetividade das medidas cautelares impostas.

Moraes registrou também que, em vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro, o senador incita o desrespeito à Constituição, às decisões judiciais e às instituições, o que o ministro classificou como demonstração de que não há limites na tentativa de criar caos social e conflitos, em desrespeito à Democracia.

A prisão preventiva não está ligada à condenação pela tentativa de golpe de Estado, que ainda aguarda trânsito em julgado. No despacho, Moraes determinou que o cumprimento da ordem deve ocorrer com respeito à dignidade de Bolsonaro, sem uso de algemas e sem exposição midiática. Veja decisão:

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