Rondônia, 27 de janeiro de 2026
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Bitcoin em 2026: o novo piso de valor está em 80 mil dólares?

Imagem de pvproductions no Freepik

Subidas e descidas. É assim que se caracteriza o valor das criptomoedas. Sempre foi assim, mas o ano passado, ficou marcado por grande volatilidade e, talvez, por uma acerto do preço bitcoin dolar que, ao dia 17 de dezembro, ronda os 80 mil dólares. Será que ficará assim durante muito tempo? Como sabe, ninguém sabe, mas há indicadores que podem indicar um aumento ou redução. 

Neste artigo optamos por não fazer futorologia e, como tal, vamos focar sobretudo no passado recente. Ele é importante para compreender o futuro. Portanto, neste artigo vai ficar a conhecer o desempenho do bitcoin no ano 2025, mas mais que isso. Vai ficar a compreender o que motivou a subida a meio do ano e a descida no final do ano. Vai ainda ficar com um "cheirinho" do que poderá esperar em 2026 relembrando novamente que, é apenas uma previsão baseada no que aconteceu este ano.

Desempenho do Bitcoin ao longo de 2025

A trajetória do Bitcoin em 2025 foi tudo menos linear. Após iniciar o ano em tendência positiva, o ativo acelerou no segundo semestre, impulsionado por expectativas macroeconómicas mais favoráveis, crescimento da adoção institucional e narrativas ligadas ao próximo halving. O movimento culminou em outubro, com o BTC a atingir máximos históricos acima dos 126 mil dólares.

A partir de novembro, o cenário mudou. O mercado entrou numa fase de realização de lucros, com um recuo acentuado ao longo do mês e perda de momentum comprador. Em dezembro, a pressão vendedora intensificou-se, levando o preço a testar mínimos próximos dos 80 mil dólares, antes de estabilizar na região atual.

Este comportamento contrariou o padrão sazonal típico do Bitcoin. Historicamente, dezembro tende a ser um mês de consolidação positiva ou mesmo de alta, beneficiando de fluxos de final de ano e maior procura especulativa. Em 2025, no entanto, o mercado fechou o período em baixa, refletindo um ambiente de cautela crescente entre investidores, mesmo após um ano de forte valorização.

Fatores que influenciaram a volatilidade

Vários elementos ajudam a explicar a volatilidade observada no final de 2025. Um dos mais relevantes foi o comportamento dos ETFs de Bitcoin. Após meses de entradas líquidas consistentes, o mercado registou saídas significativas de capital no fim do ano, aumentando a pressão de venda no mercado spot. Estes movimentos tendem a ter impacto direto no preço, dada a dimensão dos volumes envolvidos.

A adoção institucional, embora estruturalmente positiva, mostrou-se mais contida em dezembro. Grandes gestoras e fundos adotaram uma postura mais defensiva, priorizando gestão de risco e rebalanceamento de carteiras após os ganhos acumulados. Esse comportamento reduziu o fluxo comprador num momento sensível para o mercado.

O contexto macroeconómico global também desempenhou um papel central. Expectativas em torno de juros elevados por mais tempo, sinais mistos sobre inflação e receios de desaceleração económica ou recessão em algumas regiões afetaram o apetite por ativos de risco, incluindo criptomoedas, que podem ser protegidos.

Por fim, as expectativas em torno do próximo halving do Bitcoin contribuíram para movimentos contraditórios. Embora o evento seja tradicionalmente associado a ciclos de alta no médio e longo prazo, a sua proximidade tende a gerar correções de curto prazo, à medida que investidores antecipam cenários e ajustam posições.

O novo piso de valor: sustentável ou temporário?

A região dos 80 mil dólares passou a ser observada de perto como um possível novo piso para o Bitcoin. Dados de volume e comportamento de mercado sugerem que houve defesa consistente desse nível, com aumento de interesse comprador sempre que o preço se aproximou dessa zona.

Do ponto de vista técnico e de fluxo, os 80 mil dólares funcionam como principal suporte, enquanto a região em torno dos 97 mil dólares surge como resistência relevante. Um rompimento consistente acima desse patamar poderia sinalizar retoma do momentum positivo, enquanto uma quebra clara abaixo do suporte colocaria em causa a narrativa de piso estrutural.

Ainda assim, a sustentabilidade desse nível depende de fatores externos, como a retoma de entradas em ETFs, melhoria do ambiente macroeconómico e manutenção do interesse institucional. Sem esses elementos, o suporte pode revelar-se apenas temporário.

Perspetivas para 2026

Olhando para 2026, o consenso entre analistas mantém-se cautelosamente construtivo. A expectativa predominante é de recuperação gradual para níveis acima dos 97 mil dólares, sobretudo se houver aumento de volume, renovação de fluxos institucionais e maior clareza no cenário macro.

Ao mesmo tempo, permanece a incerteza típica dos ciclos do Bitcoin. A grande questão para investidores é se o ativo continuará a consolidar-se como reserva de valor digital, cada vez mais integrada ao sistema financeiro global, ou se a volatilidade cíclica ainda dominará os próximos movimentos de preço.

Como em ciclos anteriores, a resposta deverá surgir da combinação entre fundamentos, liquidez e confiança do mercado, elementos que continuarão a definir o comportamento do Bitcoin nos próximos meses e anos.

Em 2025, o Bitcoin voltou a mostrar que, mais do que um ativo previsível, é um termómetro do apetite por risco e da confiança dos mercados, deixando nos 80 mil dólares uma referência importante, mas não definitiva, para quem acompanha o próximo capítulo do seu ciclo.

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