Rondônia, 03 de maio de 2026
Polícia

Agente penitenciário discutiu apenas com a ex-cunhada em escritório de advocacia antes de assassinatos e suicídio

A delegada Leisaloma Carvalho, juntamente com sua equipe de policiais, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida, continua investigando os homicídios seguidos de suicídio ocorrido no final da manhã do último dia 10 de janeiro, praticados pelo agente penitenciário Antônio Pereira de Carvalho, que matou a ex-esposa Márcia Gava da Silva de Carvalho, a irmã dela Carmelúcia Gava da Silva, e tirou sua própria vida em seguida. Os crimes aconteceram em um escritório de advocacia, localizado na Rua Quintino Bocaiuva com a Brasília, região central de Porto Velho.

Segundo a delegada, o advogado e o estagiário que presenciaram o crime já foram ouvidos na delegacia. “O advogado gravou toda a conversa, foram mais de 11 minutos do momento em que eles entram na sala até o momento dos disparos da arma de fogo. O áudio registrou três disparos efetuados por Antônio”, disse Leisaloma Carvalho.

Ao ouvir a gravação, os policiais perceberam que Márcia e Antônio estavam calmos e tranquilos durante a conversa com o advogado, que tratava sobre o divórcio consensual, afirmou a delegada. “Márcia perguntava para o advogado orientações, como seria o processo de separação e eles tinham decidido que a guarda do filho ficaria com Antônio”, diz.

Já estava tudo acertado entre os dois, quando em determinado momento Antônio começou a desabafar e teve uma briga com a cunhada. “Houve troca de ofensas entre os dois e durante essa discussão, a ex-esposa não falou nada. Ficou claro no áudio, que em nenhum momento Antônio proferiu ofensas a ex, a discussão era somente entre ele e a cunhada”, esclareceu.

Ainda durante a discussão, o advogado pedia calma a todo o momento, dizia para que eles voltassem ao assunto que estava sendo discutido, que era o divórcio. “Em determinado momento, Antônio levantou da cadeira dizendo que iria tomar água, girou o corpo puxando a arma da cintura e apontou o revólver primeiramente para a cunhada, Carmelúcia. Ao ver o homem puxando a arma, o advogado e o estagiário correram para dentro do banheiro e logo depois ouviram os disparos. Eles permaneceram dentro do banheiro até a chegada da Polícia e não sabiam que Antônio teria matado a esposa, a cunhada e depois tirado a própria vida”, detalhou a delegada que investiga o caso.

A delegada disse ainda, que durante as investigações, familiares de Antônio foram ouvidos e os policiais estão trabalhando para saber se existe histórico de violência doméstica entre o casal. “Mas até o momento não tem nada registrado em que Antônio figure como infrator e Márcia como vítima. Nós apuramos que a convivência dos dois era harmônica e que recentemente Márcia teria pedido a separação. Antônio foi quem procurou o advogado para fazer uma separação consensual”, disse Leisaloma Carvalho.

O que pode ter motivado a fatalidade, de acordo com a delegada, seria a discussão de Antônio com Carmelúcia. “Nós vamos continuar com as investigações, ouvindo testemunha e familiares para saber se houve uma premeditação, mas o que a gente tem, gravado no áudio, é que a fatalidade aconteceu durante uma discussão e Antônio acabou tirando a vida das duas vítimas e depois atirou contra sua cabeça de uma forma impensável”, enfatizou Leisaloma Carvalho.

Durante as investigações, foi apurado que Antônio estava sofrendo com a separação, não estava dormindo direito e falava que não entendia porque a esposa queria colocar um fim no casamento.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Agente penitenciário matou a ex-esposa e a ex-cunhada na Capital

Quatro vítimas do naufrágio são encontradas no rio Machado após dois dias de buscas

Discussão em bar termina com homem assassinado com golpes de faca na capital

Quatro homens desaparecem após naufrágio no rio Machado em Machadinho do Oeste