Rondônia, 01 de maio de 2026
Polícia

Caerd já paga altos salários a servidores efetivos, mas Sindur exige mais

A greve deflagrada nesta terça-feira (9) pelos servidores da Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia (Caerd) teve adesão, segundo o Sindicato dos Urbanitários (Sindur) de cerca de 70% da categoria em nove municípios (Porto Velho, Jaru, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Colorado do Oeste, Guajará-Mirim, Ariquemes, Costa Marques e Ouro Preto). Uma das reclamações da categoria é o alto salário pago à diretora-presidente da empresa. No entanto, de acordo com o Portal da Transparência da própria empresa, grande parte dos trabalhadores em greve recebe altos salários.

É caso da servidora Maria de Fátima Gomes de Oliveira Marques, lotada na Divisão de Crédito e Cobrança. Atualmente, Maria de Fátima recebe o salário de R$ 19.698,63. Com o reajuste de 9,83% exigidos pelo sindicato, a servidora passaria a receber R$ 21.635

O mesmo caso acontece com o servidor Landoaldo Teles Novaes, lotado da superintendência de operações, com o salário de R$ 11.024,68.

Outro caso é da funcionária Gilvania Maria Noleto Barros, R$ 5547,07, mas que não executa o seu trabalho na Caerd. A servidora está há anos a disposição do sindicato. E exatamente por conta de vários funcionários que estão próximos da aposentadoria, a Caerd afirma que foi necessária a contratação de cargos comissionados para que diversos serviços não ficassem paralisados. Ainda segundo a direção da empresa, muitos servidores, em gestão anteriores, aumentaram os próprios salários, inchando a folha de pagamento e prejudicando o desenvolvimento da empresa e dos serviços prestados por ela aos rondonienses.

 “Apesar da folha inchada, ainda conseguimos manter os salários de todos os trabalhadores em dia. Temos até o 5º dia útil de cada mês e estamos pagando sempre em dia. Eles alegam que estamos atrasando, mas não é verdade, o que acontecia antes, era que antecipávamos 20, pagando no dia 15 do mês anterior, e agora, para um melhor planejamento, estamos pagando conforme determina a lei, até o quinto dia útil”, afirma a direção.

Salário da presidência

Em maio de 2015, a presidente da Caerd recebia o salário de R$ 21.992,63, com salário igual aos dos demais diretores. Mas uma reunião no conselho da empresa decidiu que o salário da presidência, em virtude dos trabalhos e da responsabilidade de gestão, deveria ser superior, o que foi acatado. Na mesma época, maio do ano passado, o servidor Wilson Pereira Lopes percebia o salário de R$ 22.919,26.

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