Defesa Civil visita o Baixo Madeira e distribui mosquiteiros, água e cestas básicas
Os moradores dos distritos localizados no Baixo Madeira estão sendo visitados por uma equipe da Defesa Civil de Porto Velho que está monitorando o nível do rio, distribuindo mosquiteiros, água e cestas básicas, além de orientar sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. As informações foram repassadas pelo secretário Vicente Bessa, da Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil nesta quarta-feira, quando o Rio Madeira registrou o nível de 15,15 metros.
A maior cota registrada pelo Rio Madeira neste ano foi de 15,54 metros, na última semana, segundo a Defesa Civil. No entanto, apesar de ter baixado, o órgão acredita que ainda haverá mudanças, tendo em vista o monitoramento que vem sendo feito nas regiões de Nova Mamoré. “Nós acreditamos que ainda vai subir 1 metro ou 1,5 metro, mas em cerca de dois ou três dias já baixa. Isso é normal nesta época do ano, são os chamados repiquetes”, afirma Vicente explicando que quando o rio atinge 15,50 metros precisa retirar as famílias atingidas pela cheia.
Segundo a Defesa Civil, os servidores que estão no Baixo Madeira devem chegar a Nazaré nesta quarta-feira e até a próxima semana, passarão por todos os distritos chegando em Demarcação, já na entrada do Rio Machado.
Em Porto Velho, onde o rio já chegou na última semana a 15,54 metros, cerca de 60 famílias já foram retiradas das zonas de risco. Algumas delas já tiveram as casas demolidas e outras foram levadas para casa de parentes ou encaminhadas para a Secretaria de Assistência Social (Semas) para serem inseridas nos programas sociais do governo. “Foram 38 casas demolidas das famílias que já receberam os apartamentos do governo. E esse tem sido uma das nossas dificuldades. A maioria só quer sair quando já for mudar para os apartamentos, mesmo com a casa atual praticamente alagada”, afirma Vicente.
Abunã
Uma das situações mais preocupantes, segundo Vicente, é em Abunã, onde já ocorreu até desbarrancamento na última semana. Segundo ele, uma família teve um cômodo da casa e a fossa atingidos, mas ninguém ficou ferido. Logo após o episódio, a família mudou do local. O secretária da Sempedec diz que a drenagem em Abunã é muito ruim, mas que deve usar máquinas para melhorar o escoamento da água, principalmente de vários bairros que já estão alagados.
Veja Também
Vídeo registra colisão violenta seguida de capotamento no bairro Embratel
Polícia Civil mira grupo suspeito de incentivar automutilação e apologia ao nazismo em Rondônia
Confusão envolvendo acusação de abuso sexual acaba com prisão
Idoso bêbado é preso após provocar acidente na zona leste da capital