Rondônia, 07 de maio de 2026
Polícia

Ex-presidente da Emdur é preso pela PF por desvio de R$ 27 milhões em Porto Velho

Mário Sérgio Leiras Teixeira, ex-presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano de Porto Velho (Emdur), foi preso nesta sexta-feira (24) pela Polícia Federal, em cumprimento a mandado expedido pela Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Tribunal de Justiça de Rondônia (Vepema). Ele possui condenação por envolvimento em um esquema de corrupção que desviou aproximadamente R$ 27 milhões da Prefeitura de Porto Velho. Em contato com o jornal neste sábado afirmou que se trata de erro judiciário e que está solto.

A investigação que revelou o esquema foi desenvolvida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), com apoio das polícias Civil e Militar, em operação deflagrada em 2013. As apurações apontaram que os recursos destinados a obras de infraestrutura eram desviados por meio de empresas de fachada e contratos superfaturados.

Segundo o MP-RO, Mário Sérgio exercia papel de liderança, utilizando sua posição para pressionar integrantes do grupo e direcionar a execução das fraudes. A Justiça concluiu que os envolvidos agiram de forma consciente e coordenada para burlar procedimentos legais e beneficiar interesses privados.

Segundo a PF, após ser localizado na capital, Mário Sérgio Leiras Teixeira foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, onde foram adotadas as providências legais. Veja nota da PF sobre a prisão.

Erro

Mário Sérgio manteve contato com a redação e disse que houve erro judicial. Veja manifestação:

A notícia divulgada pelo portal Rondoniagora não corresponde à realidade dos fatos. O Dr. Mário Sérgio Leiras Teixeira não se encontra preso, sendo a afirmação veiculada manifestamente equivocada e atentatória à sua imagem, honra e reputação profissional.

O erro decorreu de uma falha na prestação jurisdicional, uma vez que oficial de justiça certificou, de maneira incorreta, que o notificado estaria em “local incerto”. Ocorre que o mesmo reside, há anos, em endereço fixo e público, onde mantém também escritório de advocacia.

A diligência equivocada foi realizada em endereço diverso, de familiares do notificado, ocasionando informação incorreta posteriormente repassada ao juízo, que não corresponde à verdade.

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