Rondônia, 25 de maio de 2026
Polícia

Furto de energia em Rondônia já levou 58 pessoas à prisão em 2026

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da Assessoria

O furto de energia elétrica já resultou na prisão de 58 pessoas em flagrante em Rondônia desde o início de 2026. As detenções ocorreram após a identificação de irregularidades durante fiscalizações realizadas pela Energisa, com confirmação da Polícia Técnico-Científica (Politec) e da Polícia Militar.

A prática, conhecida como "gato", é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 2 a 8 anos de prisão. Apesar das penalidades, o problema segue recorrente. Em 2025, 139 pessoas foram presas pelo mesmo tipo de crime.

Para conter o avanço do crime, a Energisa tem intensificado as ações de fiscalização. Em 2026, já foram realizadas mais de 40 mil inspeções técnicas em áreas urbanas e rurais. As operações resultaram na identificação de mais de 12 mil irregularidades, evidenciando a dimensão do furto de energia no estado.

Segundo Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate as Perdas da Energisa, o problema atinge diferentes perfis de consumidores. "Identificamos irregularidades em variados tipos de unidades, desde residências simples até grandes comércios. Isso demonstra que não se trata de uma questão de renda, mas de uma prática ilegal presente em diversas camadas da sociedade", destaca.

Risco à vida

Além de crime, o furto de energia representa um grave risco à segurança. Ligações clandestinas podem provocar choques elétricos, incêndios, explosões e interrupções no fornecimento, afetando toda a vizinhança. "Além de colocar vidas em risco, aumenta os custos do sistema elétrico, encarecer a tarifa para quem paga corretamente e prejudica na arrecadação de impostos. É um prejuízo coletivo", reforça Daniel Andrade.

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