Governo convoca 1,2 mil famílias para completar documentação para o Residencial Cristal da Calama
Atrasadas na comprovação de renda, moradia e documentos diversos, 1.200 famílias contempladas no ano passado com casas no Residencial Cristal da Calama serão novamente convocadas, a partir da próxima semana, pelo governo estadual. Elas deverão se habilitar junto à Secretaria de Estado de Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) para assumir seus imóveis.
Conforme a secretária Hérika Fontenele, na próxima semana serão mobilizados os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Conselho Regional de Serviço Social, Federação dos Portadores de Deficiência de Rondônia, associações comunitárias e o Tudo Aqui para contribuírem com a identificação e convocação das famílias.
O trabalho da Seas é acompanhado regularmente pelo Ministério Público e pela Superintendência Estadual do Banco do Brasil, que subsidia o crédito para aquisição dos imóveis dos programas habitacionais federal e estadual.
Tomando-se por base a média de quatro moradores por imóvel, as 2.941 casas do Cristal da Calama terão 11.764 moradores, calculou o coordenador Habitacional da Seas, Antônio Sena.
Com esse movimento, a Seas espera atualizar cadastros e liberar o mais breve possível chaves desses residencial que destina 500 imóveis para desalojados pelas enchentes do rio Madeira de 2014 e, pela Lei 10.741/03 (Estatuto do Idoso), reserva 3% das unidades habitacionais para pessoas idosas.
“Tivemos dificuldades, sim, porque grande parte dos sorteados até hoje não se interessou em completar a documentação que levaremos ao banco”, admitiu Sena.
Na Seas funciona o Cadastro Único (cadÚnico), pelo qual a coordenadoria de habitação obtém dados completos da composição familiar, endereço e características do domicílio; o acesso a serviços públicos de água, saneamento e energia elétrica; renda e despesas mensais. O cadÚnico também reúne documentação civil, qualificação escolar e situação da pessoa no mercado de trabalho.
“É imprescindível o comparecimento dos sorteados à Central de Atendimento, que funciona no prédio da Emater, na avenida Farquhar, bairro Pedrinhas”, explicou Sena.
“Comparemos: se em São Paulo, por exemplo, para a ocupação de 100 mil imóveis são necessárias pelo menos 300 mil ligações telefônicas, em Porto Velho, para essas 1,2 mil pessoas faltantes teríamos que fazer três mil ligações, e já constatamos situações em que a ligação é atendida por irmãos da pessoa titular, cunhados, sogras e por crianças, que deixam de informar o que precisamos”, apontou o coordenador.
ESFORÇO NACIONAL
Pesquisa de Informações Básicas Municipais Municipais (Munic) constatou que, até 2011, pelo menos 85% dos municípios do País tinham cadastros de famílias interessadas em programas habitacionais.
Nesse levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia aparece com 75%; outros estados, como o Pará, 76,9%; Amapá, 81,3%; Piauí, 82,6%; Maranhão, 80,2%; e Minas Gerais, 81,7%.
A Munic constatou, ainda, que em grande parte dos municípios há esforços para identificar famílias cadastradas que estejam enfrentando situação de fragilidade com idosos, deficientes e mulheres na condição de chefes de família.
Leia mais:
Veja Também
Quatro vítimas do naufrágio são encontradas no rio Machado após dois dias de buscas
Discussão em bar termina com homem assassinado com golpes de faca na capital
Quatro homens desaparecem após naufrágio no rio Machado em Machadinho do Oeste
Tentativa de roubo contra policial termina com fuga e moto abandonada