Rondônia, 29 de janeiro de 2026
Polícia

Menino de 10 anos é castigado com chicotadas de fio; vídeo

Na sexta-feira, uma criança de apenas 10 anos de idade, vestindo um uniforme escolar, entrou correndo nas dependências do Quartel da 1ª CIA da PM, na Rua T-14, no 2º Distrito de Ji-Paraná, e aos prantos pediu socorro aos militares. A criança chorava muito e contou que estava na Escola, que fica ao lado do Quartel, quando começou uma briga com um outro aluno. Logo em seguida, sua mãe adotiva, que trabalha na mesma Escola como professora, surgiu e começou a dar tapas em sua cara. Depois, o menino mostrou as marcas feitas nas costas e nas pernas feitas por fios elétricos. A criança ainda contou que é agredido frequentemente com fios, mangueiras e até mesmo por pedaços de madeiras.


O menino foi submetido ao Exame Corpo de Delito, onde o médico plantonista constatou as torturas. De acordo com o médico, a criança apresenta várias marcas de fios pelas costas e também nas pernas feitas por fio elétrico. Ele também falou que a criança está bastante aterrorizada e mal consegue conversar.

Depois que ouviu o menino, a Guarnição composta pelo CB PM Nogueira, SD PM Teodoro e SD PM Albuquerque, se deslocou até a Escola onde o menor estuda e entraram em contato com a suposta mãe adotiva, a professora E.S.S., de 36 anos. Ela negou os fatos e foi conduzida à Delegacia, juntamente com a criança, para esclarecimentos.

O menino foi submetido ao Exame Corpo de Delito, onde o médico plantonista constatou as torturas. De acordo com o médico, a criança apresenta várias marcas de fios pelas costas e também nas pernas feitas por fio elétrico. Ele também falou que a criança está bastante aterrorizada e mal consegue conversar.

Durante a ocorrência, a professora falou aos PM’s que adotou o menino já um bom tempo e que ele veio da cidade de Nova Mamoré. Porém, não mostrou nenhum tipo de documentação legal que comprovasse a adoção.

Já na Delegacia, E.S.S. não quis falar com a imprensa sobre o caso.

Depois dos trabalhos de praxe, a criança foi deixada aos cuidados do Conselho Tutelar e a mãe adotiva foi liberada para responder em liberdade.

A Delegada Titular da DEAM, Renata Stella ouviu todos os envolvidos e instaurou um Inquérito Policial para apurar possível crime de Tortura.

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