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Rondônia, 09 de outubro de 2026
Polícia

Operação Arinna: PRF e Receita Federal cumprem mandados em Rondônia e outros 6 estados

A Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal participaram na manhã desta quarta-feira da operação Arinna, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na adulteração de combustível no país. A sonegação foi estimada em torno de R$ 538 milhões de tributos federais. Em Porto Velho equipes da PRF estiveram no edifício Rio Madeira, na região central e na Rua Duque de Caxias com Tenreiro Aranha.

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP de SP, a ação ocorre no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Rondônia. Houve a mobilização de cerca de 200 policiais no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e de dois mandados de prisão. Os principais alvos das ordens judiciais ficavam nas cidades paulistas de Limeira, Embu das Artes e São Bernardo do Campo.

Conforme as investigações que tiveram apoio da Receita Federal, o grupo criminoso realizava fraudes e adulteração de gasolina, além de fazer a alteração do composto químico ARLA 32, reagente utilizado para reduzir poluição ambiental e aumentar eficiência nos motores a diesel dos veículos fabricados a partir de 2012. O ARLA 32 era fabricado com a utilização irregular de ureia destinada à fabricação de adubos e fertilizantes, isenta de tributos normalmente cobrados da ureia automotiva. Esta mistura causar mais danos ao meio ambiente e danificar ainda o motor do veículo.

Segundo o MPSP, além dos flagrantes danos ambientais, a utilização irregular do ARLA 32 impôs prejuízos aos fabricantes regulares da mistura, bem como aos donos de veículos de carga que utilizam o mesmo, alimentando um círculo que prejudica toda a sociedade.

A organização criminosa importava também irregularmente o produto conhecido como nafta sob a justificativa de que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes. No entanto, o produto era misturado à gasolina no processo de adulteração.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a alteração do ARLA 32 é considerada infração grave com retenção do veículo para regularização.

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