Rondônia, 22 de junho de 2026
Polícia

Operação Quimera: um morto, prisões e grande apreensão de armas, drogas e munições

Rogério Soares da Silva Junior, 27 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (12) em confronto com policiais durante a Operação Quimera, deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia com apoio da Polícia Militar, em Vilhena. A ação ocorreu simultaneamente em Rondônia, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia, Rogério reagiu no momento em que equipes do Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR) tentavam cumprir ordem judicial. Durante o confronto, ele foi alvejado e morreu no local.

Ainda durante a operação, um servidor público foi afastado do cargo por suspeita de envolvimento com a organização criminosa investigada. A informação foi confirmada por policial penal ouvido durante a apuração.

Em Vilhena, cinco pessoas foram presas em flagrante. Além das prisões, foram apreendidos:

Drogas: quatro porções de maconha; três tabletes de maconha; um tablete de pasta base; dois tabletes de pasta base; oito porções de entorpecentes (maconha e cocaína).

Armas: um revólver; uma pistola; um rifle.

Munições e acessórios: 61 munições calibre 9 mm; 69 munições calibre 9 mm deflagradas; 11 munições calibre .22; 22 munições calibre .22; cinco munições calibre .380; duas munições calibre .357 deflagradas; quatro carregadores; um carregador rápido.

Outros materiais: 16 celulares; duas balanças de precisão.

Veículos: uma motocicleta roubada, que foi recuperada.

A Operação Quimera foi deflagrada nesta sexta-feira para o cumprimento de 65 mandados judiciais nos três estados. A ação mobilizou cerca de 240 profissionais das forças de segurança e teve como um dos principais alvos Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como “Zeus”, apontado como um dos criminosos mais procurados do país.

A Justiça deferiu 22 mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão, além de 15 medidas cautelares diversas da prisão. As diligências ocorreram de forma simultânea nos três estados, com avanço estratégico no Rio de Janeiro, o que resultou na desarticulação de núcleos considerados essenciais da organização criminosa com ramificações em Rondônia.

As investigações identificaram a existência de um chamado “tribunal do crime”, responsável por ordenar homicídios e atos de extrema violência. Também foram mapeados o núcleo financeiro e o setor de doutrinação do grupo, apontados como responsáveis pela sustentação e pela expansão das atividades ilícitas.

Os trabalhos foram conduzidos pela Draco 2, em conjunto com a Delegacia Regional de Vilhena, com apoio das forças de segurança dos estados de Mato Grosso e Rio de Janeiro.

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