Rondônia, 16 de janeiro de 2026
Polícia

PF prende em Extrema criminoso que guardava e disseminava imagens de abuso sexual de crianças

Na manhã desta quarta-feira (19), a Polícia Federal, através de seu Núcleo Regional de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Rondônia (NRCC), deflagrou a Operação Nomadic, para combater os crimes de compartilhamento e armazenamento de materiais relacionados ao abuso sexual infanto-juvenil pela internet.

Foi cumprido mandado de busca e apreensão, na residência do investigado, no distrito de Extrema, em Porto Velho, que resultou na prisão em flagrante do criminoso.

Segundo a Polícia, a investigação iniciou em julho de 2021, a partir de denúncias enviadas por uma organização não governamental sediada nos Estados Unidos, que reportava a posse, disseminação e a divulgação de conteúdo alusivo a abuso sexual infanto-juvenil, por meio de uma plataforma virtual de armazenamento de dados.

Foi identificado que nos dados armazenados em “nuvem”, do criminoso, havia considerável quantidade de arquivos de vídeo contendo abuso sexual infanto-juvenil, sendo que todos eles estavam disponíveis publicamente, configurando, além do armazenamento, o compartilhamento do material ilícito. 

Após uma série de diligências, que apontaram a autoria dos crimes, os investigadores começaram a rastrear o suspeito que se mudava frequentemente de cidade, tendo saído de Rondônia e morado temporariamente em outros três estados. Há poucas semanas retornou para Rondônia e, ao ser localizado, foi emitido mandado de busca e apreensão expedido pela justiça.

Durante o cumprimento das buscas, foi encontrado grande conteúdo relacionado à pornografia infantil no aparelho celular do criminoso, que foi preso em flagrante por ter armazenado o material ilícito. Em análise preliminar, o perito criminal federal encontrou indícios do crime no computador do investigado.

O criminoso será indiciado por armazenamento e compartilhamento de conteúdo relacionado à pornografia infanto-juvenil, com penas que, somadas, podem chegar a 10 anos de reclusão.

Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão periciados pelo Setor Técnico-Científico da Polícia Federal (SETEC) e analisados pelo NRCC-RO. 

Nomadic, nome dado à operação, é uma palavra da língua inglesa que significa “nômade”, em referência à forma que o investigado alternava frequentemente seu local de residência.

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