Rondônia, 04 de março de 2026
Polícia

Presa em Rondônia mulher que filmou homem sendo assassinado a mando de facção

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da Folha do Sul On Line

Duas pessoas envolvidas em um homicídio ocorrido em dezembro de 2024, em que o corpo da vítima foi encontrado às margens do rio Juruena, tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (31), em investigações conduzidas pela Delegacia de Juína, cidade de Mato Grosso a 240 km de Vilhena.

Entre os alvos, está um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), que teria ordenado a execução da vítima e uma mulher, integrante da facção criminosa, responsável por filmar a videoconferência entre o suspeito e os executores da vítima.

A mulher foi presa na cidade de São Miguel do Guaporé. Questionada sobre os fatos, confessou a participação no crime. O novo mandado de prisão contra o investigado, que já se encontrava detido, foi cumprido na unidade penitenciária da PCE, em Cuiabá (MT).

A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate a atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

O crime

O corpo da vítima, Valdivino Gomes Ferreira, 35 anos, foi visto por populares às margens do rio Juruena, próximo à ponte, a 60 quilômetros da cidade. A equipe da Delegacia de Juína constatou que a vítima já estava em processo de decomposição e tinha os pés amarrados, indicando se tratar de uma execução. Valdivino estava desaparecido desde o dia 14 de dezembro.

Na época dos fatos, duas pessoas foram presas por envolvimento nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. As investigações apontam que a vítima foi executada por oferecer drogas fora da facção criminosa e por tentar monopolizar o tráfico na cidade.

Segundo o delegado de Juína, Ronaldo Binoti Filho, com as novas prisões, a Polícia Civil caminha para a finalização da investigação. “Após diversas diligências foi possível esclarecer mais um homicídio cruel ocorrido na cidade, ordenado por um tribunal paralelo, o estrangulamento da vítima e a ocultação de seu cadáver, no Rio Juruena”, disse o delegado.

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