Rio Madeira atinge 15,22 metros e famílias começam a sofrer os efeitos da cheia

Todo ano é a mesma história. O inverno amazônico, que dura de outubro a março, quando o período de chuvas é mais intenso, o nível do Rio Madeira sobe e muitas famílias são obrigadas a deixar suas casas por conta da cheia. É o caso da dona de casa Ana Maria Santana Costa, moradora do Beco da Rede, no Bairro Balsa, em Porto Velho. Numa casa simples, de madeira, com a água visível entre as frestas do assoalho, Ana é otimista e diz que este ano está mais tranquilo, mas espera ansiosa para sair do local em que vive há mais de 20 anos.
Já no Bairro Nacional, Antônia Passos de Souza, de 94 anos, tem esperança de não ter que sair de casa por causa do rio. “Ano passado nessa época a água já estava mais alta. Tenho muita fé que não vou precisar sair. Ano passado não saí. Só tive que sair mesmo em 2014”, lembra.
A mesma situação vive o auxiliar de açougueiro Ivan Chagas. Observando o nível do rio subir diariamente, ele relata que em tempos de seca, as crianças podem aproveitar, inclusive um campinho de areia para jogar bola. “É uma situação muito triste. A Defesa Civil vem aqui e pergunta se temos algum parente para onde ir. Nem sempre parente quer a gente, com filho, cachorro na casa dele. É uma situação muito difícil”, lamenta.
Já no Bairro Nacional, Antônia Passos de Souza, de 94 anos, tem esperança de não ter que sair de casa por causa do rio. “Ano passado nessa época a água já estava mais alta. Tenho muita fé que não vou precisar sair. Ano passado não saí. Só tive que sair mesmo em 2014”, lembra.
De acordo com a Defesa Civil Municipal, várias equipes já estão em campo fazendo o monitoramento e convidando as famílias a saírem de casa por causa do nível do Rio Madeira, que nesta quarta-feira (9), atingiu a cota de 15,25 metros. “Muitas famílias estão saindo por conta própria. Temos a informação que 18 já saíram. A Defesa Civil tirou apenas uma no Bairro Nacional e na Candelária, uma solicitou a retirada. Mas, por enquanto, elas acabam ficando no mesmo bairro, apenas em um lugar mais alto|”, esclarece o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Santos.
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