Vendas do Dia das Mães caem 8,4% em média no país, mas em Porto Velho houve estabilidade
As vendas no final de semana (6 a 8 de maio) do Dia das Mães registrou queda de 9,5% em todo o país comparada com o mesmo período no ano passado, segundo a Serasa Experian. Durante a semana de 2 a 8, foi registrado o pior desempenho desde o início da série histórica, em 2003, do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. A queda foi de 8,4%, frente a semana do Dia das Mães em 2014.
As vendas parceladas da data também caíram, 16,40%, segundo o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Este é o terceiro ano seguido de retração no volume de vendas nesta data, que é considerada a segunda melhor para o comércio. Fatores como baixo poder de compra, provocado pela crise econômica influenciam a queda.
A queda foi registrada na última semana anterior ao dia domingo, ou seja, de 1 a 7 de abril, em comparação com o mesmo período que antecedeu a data comemorativa no ano passado. A queda de 2016 se segue a um leve recuo de 0,59% verificado em 2015, demonstrando um forte impacto nas vendas devido à retração do poder de compra dos brasileiros. Em períodos anteriores, as variações foram de -3,55% (2014), +6,44% (2013), +4,40% (2012), +6,53% (2011) e de +9,43% (2010).
Vendas em Porto Velho
As vendas em Porto Velho na semana do Dia das Mães foi considerada estável, segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da capital. Na Zona Sul, a maioria dos comerciantes gostou do movimento e disse não houve prejuízos. Já na Zona Leste, alguns consideraram o movimento fraco. Um seguimento que não esperava tanto movimento era o de floriculturas. A vendedora Sandra Amaral, disse que a loja em que ela trabalha abriu cedo e houve muita procura. “O movimento foi ótimo. Desde cedo muita gente e nos surpreendeu”, disse a vendedora.
O Dia das Mães é a data mais importante para o varejo no primeiro semestre e fica apenas atrás do Natal em volume de vendas e faturamento. Com a importância que a data representa para o comércio, o resultado negativo deve funcionar como uma prévia para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2016, segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “A forte queda no volume de vendas desse ano é reflexo da crise econômica pela qual o Brasil passa, com inflação elevada, altas taxas de juros, aumento do desemprego e o crédito restrito”, afirma.
Mesmo pensamento têm os economistas da Serasa Experian, que consideram a queda do poder de compra dos brasileiros, aumento do desemprego e inflação alta como fatores que influenciam diretamente o movimento do setor varejista no Dia das Mães.
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