Rondônia, 08 de fevereiro de 2026
Política

Com relatoria de Jaime Bagattoli na CRA, Senado aprova regularização de terras em faixa de fronteira

|
da Assessoria

Com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL) na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), o Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (4), com relatoria da Senadora Tereza Cristina, o PL 4497/2024 que simplifica o registro de terras em faixas de fronteira. 

A proposta, considerada urgente e estratégica para os produtores rurais, regulamenta o processo para desburocratizar o registro de terras públicas que tenham sido vendidas ou concedidas a particulares na região de fronteira. Para isso, o PL altera duas leis: a de registros públicos e a que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira. 

O texto final contou com um substitutivo do próprio senador Bagattoli que considera o projeto de extrema urgência, uma vez que compreende mais de 500 municípios e cerca de 11 milhões de pessoas. 

“A situação do produtor na faixa de fronteira hoje é de medo e insegurança jurídica, uma situação que afeta Rondônia e outros dez estados. O que queremos é destravar isso e tornar o processo de registros desses imóveis mais claro, seguro e rápido”, declarou. 

Ainda para Bagattoli, a aprovação do PL reduz a burocracia nos cartórios e traz inúmeros benefícios ao próprio Estado que hoje enfrenta grandes problemas de insegurança e monitoramento da região. 

“Não é possível falar em desenvolvimento da região de fronteira sem garantir segurança jurídica sobre a própria terra. Se superarmos isso, o Brasil terá só ganhos, pois vamos regularizar imóveis mais rápido, evitar disputas fundiárias e, até mesmo, facilitar a atuação dos órgãos públicos”, concluiu. 

De autoria do deputado federal Tião Medeiros (PR), o PL 4497/2024 agora retorna para nova apreciação na Câmara dos Deputados. 

Critérios, prazos e garantias

Entre os principais pontos do projeto está a ratificação dos registros de imóveis na faixa de fronteira inscritos até 23 de outubro de 2015. Para isso, o interessado deverá apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e apresentar a cadeia dominial do imóvel rural. Com isso, desburocratiza o processo e regulamenta a nível nacional o trabalho dos cartórios. 

Já para imóveis com área superior a 2,5 mil hectares a validação dependerá da aprovação do Congresso Nacional, que terá até dois anos para se manifestar. Se isso não ocorrer, o registro deverá ser aprovado de forma automática. 

O projeto também prevê que o pedido de ratificação poderá ser feito em até 15 anos após a entrada em vigor da lei. Após a averbação, o INCRA poderá verificar se a propriedade está em cumprimento da função social.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Vereador de Pimenta Bueno tem mandato cassado por uso irregular de recursos eleitorais

Deputado Marcelo Cruz não votou em projeto que permite transações do Governo com empresas na dívida ativa

Deputada Gislaine Lebrinha destina R$ 1 milhão para ampliação de escola em São Francisco

É fake news que Assembleia Legislativa perdoa dívidas da Energisa