Rondônia, 17 de abril de 2026
Política

Com tantas cobranças no celular, vereador promete engatar “carretinha” e jogar lixo na frente do Prédio do Relógio

Em aparte durante o discurso polêmico do vereador Marcos Combate sobre a violação da Lei Municipal que criou a Agência Reguladora e de Desenvolvimento de Porto Velho, o vereador Fernando Silva esclareceu a todos que a Casa de Leis não tem culpa pela crise do lixo. Pelo contrário, segundo ele, na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, fez uma pesquisa de campo e constatou a qualidade prestada pela Eco Rondônia do grupo Marquise, mas a gestão do prefeito Léo Moraes passou por cima da Casa e empurrou o contrato emergencial com a Eco PVH. “Vou engatar uma carretinha e levar o lixo para frente da prefeitura”, disse Fernando, lamentando que esteja sendo cobrado nas redes sociais e pelo WattsApp.

Ele constatou que o problema está em toda a cidade, mas muito mais grave na zona Sul. “Os urubus estão rodeando a cidade”, disse o vereador. E a situação pode piorar porque o período de chuvas está chegando e as águas podem espalhar o chorume (líquido escuro, viscoso e com forte odor, resultante da decomposição de matéria orgânica) nas ruas, contaminando a população. “No baixo Madeira não havia uma única reclamação, mas agora toda a cidade está desassistida”, explicou o vereador.

Prefeito diz que tudo será normalizado

Enquanto a Câmara passa por forte debate sobre a crise do lixo, o prefeito Léo Moraes convocou os veículos parceiros para dizer que a situação está sendo normalizada pela Eco PVH. Na verdade, nada está contornado, e a coleta continua deficitária, bastando circular nas ruas de Porto Velho e constatar as lixeiras entupidas. 

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