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Rondônia, 25 de outubro de 2026
Política

CPI defende comercialização de leite “pasteurizado” nos bairros carentes

O empresário João Gonçalves Filho, presidente do Sindicato do Comércio Varejista e proprietário do supermercado Irmãos Gonçalves, foi ouvido na manhã desta terça-feira na CPI do Leite, levando ao conhecimento dos deputados estaduais os preços praticados no mercado do leite longa vida. Ele falou que pouco sabe sobre a relação entre os laticínios e os produtores de leite, mas concorda que a atividade é desvalorizada para quem produz. Nos supermercados, João Gonçalves explica que o leite Italac é comprado a R$ 1,35 dos laticínios e revendido a R$ 1,85; a marca tradição é comprada a R$ 1,38 e revendida a R$ 1,48; e a “importada” Piracajuba – marca de Goiás – é comprada a R$ 1,51 e revendida a R$ 1,74. O dirigente do sindicato que desistiu de vender o leite “pausterizado” porque o custo de manutenção é alto e o produto deteriora em dois ou três dias. O deputado Ribamar Araújo (PT-Porto Velho) defendeu a comercialização do leite “pausterizado” porque é mais barato e de melhor qualidade.

O presidente da CPI, deputado Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná), disse que um dos primeiros frutos da comissão foi a criação do Conseleite e convidou o sindicato a participar das discussões da nova entidade. O deputado Valter Araújo (PTB-Porto Velho) bateu firme no preço pago ao produtor e o valor pago pelo consumidor final. Enquanto paga-se R$ 0,32 centavos ao produtor, no mercado o leite de caixa é encontrado a R$ 1,80 e até R$ 2,00.

Depois da audiência do empresário João Gonçalves, o comerciante Davi Marques Jardim, presidente da Asmeron, também foi ouvido.

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