Rondônia, 27 de fevereiro de 2026
Política

Deputada Sílvia Cristina anuncia audiência pública para debater a desestatização da hidrovia do Madeira

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da Assessoria

A deputada federal Sílvia Cristina anunciou que a proposta do governo federal de desestatizar a hidrovia do Madeira, com 1.075 km de extensão, será debatida em audiência pública na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados. Marcada para o dia 02 de dezembro, às 9h30, a audiência vai reunir representantes do Governo e da sociedade, para debater os detalhes do projeto de privatização.

“A hidrovia do Madeira é muito importante para o escoamento de grãos, para o transporte de insumos e de produtos, como o abastecimento de combustível. É fundamental conhecer os detalhes desse projeto de privatização, que conforme apresentado até o momento, nos causa dúvidas sobre se trará benefícios para Rondônia. A audiência servirá para esclarecer cada ponto desse processo”, disse a deputada.

A audiência foi solicitada pela deputada Sílvia e pelo seu colega deputado, Thiago Flores. O contrato inicial da concessão da Hidrovia do Rio Madeira terá duração de 12 anos, com investimento previsto de R$109 milhões. Os custos operacionais anuais devem girar em torno de R$38,6 milhões. Para viabilizar o projeto, o governo planeja um aporte de R$ 561,35 milhões, vindo da venda da Eletrobras.

Entre as melhorias previstas no projeto, segundo o governo federal, estão a dragagem, derrocamento, sinalização e balizamento, gestão ambiental e recuperação de terminais. A meta inicial é de transportar 13 milhões de toneladas, podendo chegar a até 21 milhões de toneladas.

Custo do pedágio

A empresa que vencer o leilão da concessão poderá cobrar uma tarifa inicial de R$ 0,80 por tonelada de carga transportada. Esse valor está previsto na proposta como referência, mas durante o leilão vence quem oferecer o menor preço, ou seja, o valor final pode ser mais barato que R$ 0,80. Esse valor será cobrado de forma gradativa. Até o 2º ano de contrato a empresa poderá cobrar até 70% da tarifa. Até o 5º ano, poderá cobrar 100% do valor, desde que todas as obras estejam concluídas.

Nem todas as embarcações que circulam pela hidrovia do Rio Madeira terão que pagar o pedágio, como o caso dos chamados barcos mistos, que transportam tanto passageiros quanto cargas.

Além deles, pequenas embarcações que não têm finalidade comercial também não precisarão pagar. Isso inclui, por exemplo, lanchas e canoas usadas para passeios e deslocamento de ribeirinhos.

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