Deputado alerta para o risco de rompimento da pista na BR-364 na saída de Vilhena para Porto Velho
O deputado estadual Luizinho Goebel (PV-Vilhena) manifestou preocupação com as condições da pista na BR-364 na saída de Vilhena para Porto Velho, próximo do Friboi. Ele esteve visitando o local e verificou que há eminente risco de rompimento da pista de rolamento com as fortes chuvas que deve ocorrer nos próximos meses. Já fizemos esse alerta anteriormente e voltamos a nos preocupar porque a cada ano as coisas pioram e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) não toma providência, disse Goebel.
O deputado disse que pelo menos um crime ambiental já foi provocado que é o assoreamento do Rio Pires de Sá, que corre sob a pista. As chuvas provocaram uma grande erosão lateral e carregaram para as margens do rio areia e dejetos provocando o assoreamento em praticamente toda a sua extensão a partir da margem direita da rodovia. Essa acumulação de sedimentos em face dos processos erosivos causados pelas águas, ventos e processos químicos desagrega o solo formando sedimentos que são transportados para dentro do rio provocando a obstrução do curso dágua do Pires de Sá, matando o lentamente. O Pires de Sá é um dos dez rios que nascem na Chapada dos Parecis formando a bacia hidrográfica de Vilhena. Também alertamos para esse problema para a necessidade de uma obra pelo governo federal para que acabe com aquela erosão às margens da BR antes que ela acabe com o Pires de Sá que é um rio histórico para Vilhena e importante para a nossa bacia hidrográfica.
A valeta formado ao lado da rodovia a cada ano se aproxima mais da pista de rolamento e pela falta de obra de contenção vai desbarrancando. Pela margem da rodovia correm cabos de fibra óticas que podem se romper interrompendo a comunicação em todo o estado.
Em março do ano passado o asfalto se rompeu na BR-364 nas proximidades de Candeias e Porto Velho abrindo uma cratera numa das pistas devido o transbordamento de um igarapé ao lado da rodovia provocado pelas fortes chuvas. Foi resultado de um processo gradativo que anos após ano a chuva vinha paulatinamente encharcando o solo até romper o asfalto. Isso é o que está ocorrendo em Vilhena, ano após ano a erosão aumenta, o solo vai ficando menos firme até que chegará o momento em que vai ceder se nada for feito pelo DNIT. E se ocorrer será infinitamente mais grave do que o ocorrido em Porto Velho, uma vez que no local não é possível improvisar uma pista lateral, e dessa forma todo o tráfego no Estado ficará interrompido, concluiu.
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