Rondônia, 01 de março de 2026
Política

Investigado pelo MPF e CGU por desvios de R$ 15 milhões, Roberto Sobrinho aparece em protestos pró-Lula

Pré-candidato escolhido pelo Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Porto Velho, o ex-prefeito Roberto Sobrinho participou na sexta-feira à tarde das manifestações contra o impeachment da presidente Dilma e do ato pró-Lula organizado pela legenda petista e os movimentos sindicais. Sobrinho, que até esses dias mal era encontrado nos corredores da Assembleia Legislativa onde mantém um cargo, subiu ao carro de som para defender o ex-presidente Lula, acusando setores do Judiciário, mídia e partidos políticos de orquestrarem o que chamou de golpe contra a presidente da República. Roberto Sobrinho é conhecido da polícia e dos órgãos de investigação. No final de sua administração, ele sofreu duas operações lideradas pelo Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal. Batizadas de Vórtice e Endemia, os promotores e procuradores descobriram esquemas de desvio de recursos na ordem de milhões de reais através de licitações fraudulentas na Prefeitura de Porto Velho. A organização criminosa, segundo o MP que realizou a Operação Vórtice, era chefiada pelo ex-prefeito e o ex-presidente da Emdur, Mário Sérgio. Os dois acabaram presos.

Na operação Endemia, as investigações da Controladoria Geral da União (CGU) iniciaram em 2011 e apontaram que a organização criminosa, integrada por agentes públicos municipais, empresários e laranjas, fraudou contratos de prestação de serviços firmados entre 2005 e 2012 com a prefeitura, envolvendo as secretarias municipais de Administração, de Serviços Básicos, de Obras, de Agricultura, bem como a Procuradoria-Geral e a Controladoria-Geral municipais. Os desvios chegaram a R$ 15 milhões.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Jaime Bagattoli: Em alívio para famílias produtoras, STF suspende desintrusão na TI Uru-Eu-Wau-Wau

Presidente da Câmara deve decidir na próxima semana tramitação da PEC que amplia Transposição de servidores

Defesa afirma que deputado não está inelegível

Maior crítico da privatização da Hidrovia do Madeira, Jaime Bagattoli comemora a suspensão do decreto