Rondônia, 15 de maio de 2026
Política

Manobra cancela sessões e cria desgaste na Assembleia

A manobra de um grupo de 13 deputados estaduais não permitindo o quórum mínimo em plenário para abertura das duas sessões ordinárias nesta semana criou novo desgaste à Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, Hermínio Coelho (PSD), lamentou a ausência dos colegas em plenário, explicando não precisavam ficar “escondidos” no gabinete do deputado José Lebrão (PTN). “A situação era simples. Poderiam dizer que não votavam pela abertura do processo de investigação do governador e pronto”, disse Hermínio. Na realidade, o esforço governista garantiu que nem mesmo a denúncia de dois cidadãos, pedindo o afastamento do governador Confúcio Moura (PMDB), fosse lida em plenário. Como a Operação Plateias completou uma semana e após seguidas explicações do próprio Confúcio nas emissoras de rádio e televisão, dificilmente a Casa de Leis consegue colocar o assunto em pauta na próxima semana.

O Executivo tem vários projetos parados na Assembleia e o Orçamento de 2015 ainda nem começou a ser discutido. O item é essencial para o início do recesso parlamentar previsto para o dia 20 de dezembro. Em entrevista coletiva, Hermínio explicou que o processo de investigação não tem o condão de cassar o mandato do chefe do Executivo. A denúncia apresentada pelo servidor Edivaldo Coelho seria lida em plenário e, em seguida, criada uma comissão especial de 5 deputados estaduais. Em 10 dias, o relatório seria lido em plenário e votado. Se dois terços (16 parlamentares) votassem pelo recebimento da denúncia, o governador estaria afastado por 180 dias até o término da investigação. Caso contrário, a matéria seria arquivada. Hoje, o Governo tem mais de 13 deputados estaduais em sua base.

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