Rondônia, 29 de junho de 2026
Política

Moreira defende perdão da dívida do Finame Rural


O problema
Para Moreira Mendes, os produtores não conseguiram pagar o financiamento porque os juros bancários são muito altos. “Tem máquina que foi comprada por 600 mil, mas o produtor só consegue vender a que ele comprou por 200 mil. Enquanto isso sua dívida com os bancos é de 1 milhão de reais”, critica. As renegociações feitas até agora, diz o deputado, não resolvem a vida desses produtores, porque o governo apenas prorrogou a dívida.


O problema
Para Moreira Mendes, os produtores não conseguiram pagar o financiamento porque os juros bancários são muito altos. “Tem máquina que foi comprada por 600 mil, mas o produtor só consegue vender a que ele comprou por 200 mil. Enquanto isso sua dívida com os bancos é de 1 milhão de reais”, critica. As renegociações feitas até agora, diz o deputado, não resolvem a vida desses produtores, porque o governo apenas prorrogou a dívida.

A solução
Com o objetivo de resolver o problema e dar novo fôlego aos produtores, os parlamentares da Frente Agropecuária estiverem reunidos esta semana com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, e com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para cobrar uma solução imediata. O BNDES, o Banco do Brasil e os chamados ‘bancos de fábrica’ são os credores, mas, de acordo com Moreira, é preciso envolver o governo federal e todas as entidades ruralistas na discussão.

“Tem que haver o perdão da dívida - e não apenas uma renegociação. As partes envolvidas – produtores rurais, bancos e governo – vão ter que compartilhar o prejuízo. Alguém vai perder, e não pode ser apenas o produtor”, aponta.

Moreira adiantou que o BNDES já se prontificou a modificar uma de suas resoluções, mas isso, em sua opinião, “é apenas um paliativo”. Os ruralistas querem a volta do crédito, a retomada dos investimentos, a possibilidade de pagamento das dívidas e um melhor equilíbrio no tamanho das propriedades, para evitar a concentração de terras e outras distorções. Ainda de acordo com o parlamentar, em Rondônia os mais prejudicados são os produtores do sul do Estado, especialmente os da região de Vilhena, que estão devendo aos bancos, perdendo patrimônio e com capacidade limitada de produção.

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