Pescadores reclamam da escassez de peixes e falta de compromisso dos consórcios
A Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga possíveis irregularidades nas Usinas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, voltou a se reunir na manhã desta terça-feira na Assembléia Legislativa. Estiveram presentes os deputados Tiziu Jidalias(PP-Ariquemes), presidente da comissão, Jair Mioto (PPS-Monte Negro) e o Wilber Coimbra (PSB-Porto Velho). Desta vez os convidados à colaborar com as investigações foram os representantes dos pescadores da Vila de Santo Antônio, dos produtores do distrito de União Bandeirantes e dos moradores de Jacy-Paraná. Segundo a vice-presidente da Colônia de Pescadores, Fabenízia Batista Damasceno, a principal dificuldade enfrentada é a falta de peixes. Enquanto milhares de peixes estão morrendo, nós estamos passando fome. Não temos segurança em nada, estamos jogados à própria sorte. Além de nos tirarmos o direito de ir e vir, estão tirando também, a única coisa que nos dá condições de sustentar nossas famílias, acusou.
Para o representante dos moradores do distrito de Jacy-Paraná, Moacir Jerônimo, são vários os problemas que os moradores estão vivenciando. Com o aumento da população, que passou de 4 mil para cerca de 15 mil habitantes, o distrito sofre com a falta de segurança, oscilação na rede elétrica, provocadas pelas obras das usinas, o que tem danificado vários aparelhos elétricos, uma inflação imobiliária, com o forte aumento dos valores do imóveis. Mas, o mais grave, segundo ele, é a questão da saúde pública. Não dá para aceitar que estamos aqui abandonados, o único posto de saúde não funciona aos domingos, faltam médicos, ambulâncias, enfim, onde estão sendo investidos os recursos de compensação?, questionou o morador.
Na ânsia de se conquistar o tão sonhado progresso no Estado, esquecemos dos problemas que viriam pela frente, não poderíamos ter aceitado a vinda simultânea de dois empreendimentos dessa magnitude. Não sou contra o progresso, nem tão pouco contra essas obras, mas não posso concordar com a forma com que estão agindo, desrespeitando o nosso Estado, salientou Tiziu Jidalias.
Para o representante dos moradores do distrito de Jacy-Paraná, Moacir Jerônimo, são vários os problemas que os moradores estão vivenciando. Com o aumento da população, que passou de 4 mil para cerca de 15 mil habitantes, o distrito sofre com a falta de segurança, oscilação na rede elétrica, provocadas pelas obras das usinas, o que tem danificado vários aparelhos elétricos, uma inflação imobiliária, com o forte aumento dos valores do imóveis. Mas, o mais grave, segundo ele, é a questão da saúde pública. Não dá para aceitar que estamos aqui abandonados, o único posto de saúde não funciona aos domingos, faltam médicos, ambulâncias, enfim, onde estão sendo investidos os recursos de compensação?, questionou o morador.
Na ânsia de se conquistar o tão sonhado progresso no Estado, esquecemos dos problemas que viriam pela frente, não poderíamos ter aceitado a vinda simultânea de dois empreendimentos dessa magnitude. Não sou contra o progresso, nem tão pouco contra essas obras, mas não posso concordar com a forma com que estão agindo, desrespeitando o nosso Estado, salientou Tiziu Jidalias.
Na próxima terça-feira, dia 1º, serão ouvidos os representantes dos Consórcios de Jirau e Santo Antônio e ainda o representante de uma ONG, a ser definida ainda nesta semana.
Veja Também
Sílvia Cristina se reúne com deputado relator da PEC 47 da transposição na CCJ da Câmara
Lei do Dr. Luís do Hospital assegura tratamento da fibrose cística pelo SUS em RO
Câmara defende saída de gestores que são candidatos nas eleições de outubro
Emenda da deputada Gislaine Lebrinha garante R$ 100 mil para a APAE de Alvorada