Rondônia, 29 de junho de 2026
Política

PT SAI NA FRENTE NA DISCUSSÃO POLÍTICA PARA 2010; GOVERNISTAS APOSTAM NO PRESTÍGIO DE CASSOL

A um ano e oito meses das eleições gerais, quando o mais alto cargo político estará em jogo, o Partido dos Trabalhadores (PT) sai na frente na discussão para a sucessão estadual. Dividida em correntes com interesses diversos, a legenda petista enfrenta a primeira batalha interna na eleição do Diretório Regional e a Executiva Estadual, que tem poder para decidir candidaturas. O embate envolve o grupo do prefeito Roberto Sobrinho, cujo cacife aumentou com a reeleição no primeiro turno, e do outro lado, a senadora Fátima Cleide, que não desistiu de conquistar o Palácio Presidente Vargas. Uma terceira via nasceu do deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO).



Aposta do PMDB e o medo de Raupp

A briga dentro do PT é clara nas indicações do prefeito Roberto Sobrinho para o secretariado. Ele honrou seu compromisso com o PMDB, levando Williames Pimentel – antigo aliado de primeira hora do ex-prefeito Carlinhos Camurça - para a Semusa, e distribuindo cargos para Pedro Beber e outras lideranças indicadas pelo senador Raupp. O restante dos nomeados Roberto fez suas próprias escolhas, deixando fora aliados da senadora Fátima Cleide, como o ex-secretário de Obras, Edson Silveira, que apesar de terceiro mais votado na legenda petista, não conseguiu ingressar na Câmara por causa de problemas com a Justiça Eleitoral.

Aposta do PMDB e o medo de Raupp

Apesar de estar participando do Governo petista em Porto Velho, o PMDB não deve se unir ao PT no projeto para 2010. Os peemedebistas tem candidato próprio ao Palácio Presidente Vargas, a exemplo do que fez em 2006 com o ex-senador Amir Lando. A legenda estuda três nomes: Confúcio Moura, prefeito de Ariquemes; Sueli Aragão, ex-prefeita de Cacoal, e a deputada federal Marinha Raupp.

Apontado como um dos principais expoentes do partido, o senador Valdir Raupp tem medo de encarar uma nova disputa pelo Palácio Presidente Vargas. Ele tem vários processos pendentes no Supremo Tribunal Federal (STF). Num deles é acusado de crime contra o sistema financeiro porque contribuiu para falir o extinto Banco do Estado de Rondônia (Beron). Fora esses problemas do endividamento irresponsável do Estado, pesa também contra Raupp a ira do servidor público, que ficou pelo menos três meses com os salários atrasados em seu Governo. O desempenho do parlamentar como senador acabou ofuscando, momentaneamente, a má administração em Rondônia, mas ele teme que esses “fantasmas” sejam ressuscitados numa eventual eleição para o Governo.

Cassol e seus aliados

O governador Ivo Cassol (sem partido) aposta no próprio prestígio para conquistar, segundo ele, 5 cadeiras na Câmara dos Deputados, a esmagadora maioria na Assembléia Legislativa, ele próprio como senador com 70% dos votos válidos, o segundo senador, que poderá ser o deputado estadual Jidalias Tiziu (PMDB). E o candidato a governador seria o atual vice, João Cahula, que vai assumir o mandato no próximo ano com a renuncia de Cassol para disputar o Senado.

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