☰
 
Rondônia, 30 de setembro de 2026
Política

Questionada lei de Rondônia que obriga operadoras a informar localização de celular

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4739, ajuizada pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) contra dispositivos da Lei 2.569/2011, sancionada pelo governador do Estado de Rondônia. A lei estadual obriga empresas de telefonia móvel a fornecer informações sobre a localização de aparelhos de clientes.



Conforme alega a Telcomp, as sanções previstas no artigo 4º da referida lei são “pesadas” e variam “desde R$ 444.300,00, para uma simples demora na entrega da informação solicitada – sem prévia autorização judicial – diretamente pela polícia judiciária, a R$ 1.777.200,00, para hipóteses de reincidência”.

Segundo o artigo 1º da lei rondoniense, as operadoras de telefonia móvel passam a ser obrigadas a fornecer à polícia judiciária do estado, sempre que essas assim requisitarem, informações sobre a localização dos aparelhos de seus clientes. Os dados devem ser repassados imediatamente, sob pena de responder a operadora pelos danos decorrentes do atraso.

Conforme alega a Telcomp, as sanções previstas no artigo 4º da referida lei são “pesadas” e variam “desde R$ 444.300,00, para uma simples demora na entrega da informação solicitada – sem prévia autorização judicial – diretamente pela polícia judiciária, a R$ 1.777.200,00, para hipóteses de reincidência”.

A entidade alega que a Lei 2.569/2011 “inaugura na ordem jurídica estadual a presunção de que o usuário inerte aceita de antemão que a localização de seu acesso telefônico seja indiscriminadamente informada à polícia judiciária, inclusive sem prévia autorização judicial”, violando, dessa forma, o artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, que prevê a existência de ordem judicial fundamentada no caso concreto para a violabilidade do sigilo telefônico. Sustenta, ainda, que os dispositivos questionados violam o direito à privacidade dos cidadãos, previsto no artigo 5º, incisos X e XII, da Constituição Federal.

A Telcomp ressalta, finalmente, que embora o governador do Estado de Rondônia tenha sancionado a Lei 2.569/2011 ao argumento da “necessidade de se combater a criminalidade e garantir a segurança pública, não se pode sobrepujar pura e simplesmente as balizas constitucionais com vistas a alcançar a todo custo o fim colimado, mormente em se tratando de direitos fundamentais”.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Ato em Favor da Vida e da Família reúne pastores e marca assinatura de carta de compromisso por Pastor Evanildo

Pastor Evanildo cumpre agenda com produtores rurais, lideranças religiosas e participa de congresso

Senador Bagattoli cobra posição de Alcolumbre, após assinar CPMI do Banco Master Bagattoli foi um dos primeiros a assinar o requerimento para instalação da comissão

STF derruba prescrição e restabelece condenação de Maurão de Carvalho a 14 anos de prisão