Rondônia, 18 de março de 2026
Política

Reunião na Casa Civil do governo poderá abrir negociações entre Detran e servidores em greve

Em reunião realizada na terça-feira, entre o chefe da Casa Civil, Marco Antônio Faria, e representantes do Sindicato dos Servidores do Detran (SINSDET), Carlos André e outros diretores, com a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), através do presidente Itamar Ferreira e o vice José Cícero Alves, foram debatidos os impasses que resultaram na atual greve dos servidores do Detran. Os representantes do sindicato manifestaram indignação com a postura da direção da autarquia, que após quase dois meses de greve ainda não realizou uma única negociação concreta e ainda tentou retaliar os servidores descontando os dias de greve no mês de dezembro.

O chefe da Casa Civil solicitou que o SINDEST encaminhasse urgente para ele a pauta com todas as reivindicações, em seguida ele ouvirá a área técnica do governo e do Detran para realizar uma nova reunião com os representantes da categoria. Após esta fase, ele pretende iniciar concretamente as negociações na Mesa de Negociação Permanente (MENP), com a participação do Detran. O presidente do SINSDET foi enfático ao ressaltar o descrédito dos servidores em relação as negociações, inclusive com a MENP onde já houve uma tentativa que não avançou em nada. Marco Antônio garantiu que ele fará o acompanhamento dessa nova fase de negociações, sendo que já houve uma determinação do governador para que se tente construir um acordo com os servidores em greve.
Para o presidente da CUT, é natural a desconfiança dos servidores; entretanto, mantida a greve é necessário buscar todos os canais possíveis de negociação; sendo necessário um voto de confiança na atuação do Chefe da Casa Civil. Para CUT a postura da direção do Detran até o momento, sob o comando do diretor geral Aírton Gurgacz, tem sido muito infeliz ao apostar na falta de diálogo, numa possível decisão judicial contra a greve e no desconto dos dias parados para tentar acabar com a greve; além de não acabar, só fortaleceu o movimento e quem está sendo mais prejudicada é a população, que espera horas, as vezes dias, e não consegue resolver os problemas de documentação e novas habilitações. A expectativa é que ocorra avanços e que uma proposta aceitável seja apresentada aos servidores com a maior brevidade possível.

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