SECRETÁRIO E ADJUNTO RECEBEM PAGAMENTO EM PECÚNIA VETADO A DEMAIS SERVIDORES; GEORGE BRAGA LEVOU R$ 30 MIL PARA CASA

Vetado por decreto governamental para a maioria do funcionalismo público, o pagamento de benefícios como férias e outras gratificações vem sendo realizado normalmente pelo Governo a seus secretários. A denúncia, feita anonimamente ao RONDONIAGORA na tarde desta terça-feira acabou sendo comprada por documentos e por um beneficiado que não teve como negar: o secretário de Planejamento, George Alessandro dos Santos. “De fato, os demais servidores terão problemas em receber qualquer pecúnia”, confirmou ele ao jornal ao ser questionado como recebeu nada menos que R$ 30.613,25 nos últimos dias, segundo aponta seu contracheque do mês de outubro. George Alessandro dos Santos é servidor federal e por isso tem direito ao pagamento do próprio salário referente ao seu órgão de origem e mais R$ 9 mil, bondade do Governo Confúcio Moura (PMDB) estendida a outro titular de cargo com emprego originariamente da União, o delegado Marcelo Bessa.
No caso de George Alessandro dos Santos ele não nega o benefício e diz que foram pagos somente duas férias, de um total de quatro não cumpridas, que teria direito a receber os valores. Garante que esse benefício se deu porque o Tribunal de Contas (não explicou se era o da União ou do Estado) determinou: ou recebe ou perde. “Tenho documento oficial cobrando de mim”. Se o secretário consegue “justificar” como teve direito a benefícios vetados por decreto, de outros beneficiados ele foge das explicações. Outro titular de primeiro escalão e que trabalha bem ao seu lado, o adjunto Pedro Antônio Afonso Pimentel, levou para casa nesse mês um salário de R$ 24.641,98, também graças ao pagamento de pecúnia, uma licença especial, que teria direito igualmente a que têm outros milhares de servidores. Nesse caso e mesmo sendo o responsável pela pasta, o secretário George Alessandro dos Santos é rápido: “pergunte a ele. No meu caso, sou servidor federal”, afirma.
Outro fato que causou estranheza ao autor da denúncia no RONDONIAGORA foi a rapidez com que os dois processos tramitaram nos departamentos da Secretaria de Administração. As datas são próximas: no caso do adjunto Pedro Antônio, seu pedido para pagamento da pecúnia vetada aos demais servidores foi feito em 12 de setembro. Cinco dias depois já estava no gabinete do secretário e em 10 de outubro, a ordem para o pagamento. George Alessandro dos Santos teve a rapidez desejada por qualquer pessoa quando processos tramitam pela burocracia governamental: apresentou requerimento em 16 de setembro e 24 dias depois, o titular da Sead mandou pagar suas “férias obrigatórias”, segundo justificou.
Veja Também
Deputada Gislaine Lebrinha entrega veículo para unidade de saúde do Distrito de Santana
Governador Marcos Rocha aceita convite de Kassab e filia-se ao PSD
Município de Seringueiras é contemplado com emenda da deputada Gislaine Lebrinha para calçadas