Senador Cassol critica proposta de plebiscito para reforma política
Em discurso, o senador Ivo Cassol se posicionou contra a proposta de um plebiscito para a reforma política, como proposto pelo governo federal. Cassol argumentou que, mesmo com a reforma política, "continuam os mesmo políticos e os mesmos caciques, com prejuízo para o povo". Em sua opinião, o que seria gasto com o plebiscito poderia ser direcionado para investimentos em saúde e educação.
Cassol também criticou a proposta do sistema de lista fechada para as eleições, onde o eleitor votaria na lista de um partido e não diretamente em um candidato. Com a lista fechada, argumentou o senador, quem comanda o partido vai colocar quem ele quer. Ele ainda condenou o atual sistema de quociente eleitoral, em que um candidato ganha com muitos votos e carrega outros nas costas, como aconteceu em Rondônia e outros estados nas últimas eleições. O senador explicou o caso da vaga do deputado federal Natan Donadon que foi preso pela Polícia Federal e deve ter o mandato cassado na Câmara dos Deputados na qual assumirá Amir Lando, que teve 10 mil votos, enquanto outros candidatos com cerca de 30 mil votos ficaram de fora.
Para Cassol, o plebiscito seria mais indicado para consultar a população sobre uma possível redução da maioridade penal. Ele disse acreditar que o cidadão apoiaria uma possível redução, como esperança para as famílias que já sofreram nas mãos dos menores. Cassol ainda manifestou apoio às manifestações populares, mas condenou os atos de violência.