Rondônia, 12 de março de 2026
Política

Senador Jaime Bagattoli  defende o agronegócio e aponta falta de apoio do Governo Federal aos estados no combate aos incêndios

|
da Assessoria

Os dados do Programa de Queimadas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que a Amazônia está literalmente pegando fogo. Somente no mês de agosto, o bioma registrou mais de 28 mil focos de calor.

As queimadas já causam consequências graves à saúde da população e, em alguns estados como Rondônia, se somam à seca severa dos rios, causando prejuízos até mesmo à economia. Num cenário caótico para o maior bioma do país, o vice-presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, Jaime Bagattoli (PL) tem cobrado mais atuação do Governo Federal e apoio aos estados da Amazônia. 

“Nós que vivemos na Amazônia já estamos acostumados com os períodos de secas, que têm previsibilidade anual, mas o que está acontecendo este ano é algo atípico e tem contribuído para o aumento das queimadas. O cenário exige uma grande rede de apoio que não estamos vendo por parte do Governo Federal. É muito cômodo culpar o campo e não reconhecer que houve inércia e falta de planejamento”, afirma o senador. 

DEFESA DO AGRONEGÓCIO

Jaime lamentou que o Governo Federal tenha deixado a situação chegar ao atual cenário de caos. O senador também tem buscado rebater a falsa ligação das queimadas com o agronegócio, alegação infundada que tem ganhado corpo nas redes sociais. 

“É importante deixar claro que todo o setor produtivo repudia e combate os incêndios criminosos e não vamos permitir que acusações falsas sejam levantadas contra quem gera renda nesse país e que gasta para manter a preservação ambiental em suas propriedades. Outro ponto importante de se lembrar é que o produtor rural, que muitas vezes chegou a investir milhões de reais em sua propriedade, jamais usaria o manejo do fogo para qualquer coisa dentro do seu imóvel”, afirma o senador. 

RONDÔNIA 

Para o senador, há falta de uma política nacional sincronizada com os governos estaduais, as prefeituras e policiais militares ambientais no combate aos incêndios, sejam eles naturais ou criminosos. 

No último mês, o Jaime sugeriu, ao Ministério das Cidades, a elaboração de um programa emergencial de enfrentamento da Crise Hídrica em Rondônia e reiterou o pedido à pasta este mês, mas sem nenhuma resposta até o momento. 

Enquanto isso, o estado segue como um dos mais afetados pelas queimadas em todo o país. O rio Madeira, segundo principal hidrovia do Brasil, teve o pior julho em 60 anos e corre o risco de desabastecer a capital e o estado com combustíveis e gás de cozinha.

SIGA-NOS NO

Veja Também

Presidente da Comissão de Saúde debate desafios do SUS em agenda nacional

Presidente do Ipam garante que não há investimentos no Banco Master

Governador exonera Luis Fernando Pereira da Secretaria de Finanças

Deputada Sílvia Cristina garante R$ 10,3 milhões para a construção do Centro do Autista em Jaru