Rondônia, 01 de março de 2026
Política

Tezzari volta a repetir que estão “criando crise do lixo” em Porto Velho

O presidente da Comissão Especial criada para Fiscalizar a Transição dos Serviços de Resíduos Sólidos, vereador Thiago Tezzari, voltou a criticar os “esforços” de forças institucionais para criar uma “crise do lixo” em Porto Velho. Para ele, trata-se de “algum fetiche ou um problema mal resolvido, porque existe uma necessidade tão íntima de ver essa cidade passando por essa crise”.  Tezzari, em poucas palavras, resumiu o grande problema em que o Tribunal de Contas de Rondônia está colocando a cidade. Os conselheiros mandaram suspender uma licitação realizada após 2 anos de estudos técnicos com deveres e obrigações, e determinaram a gestão Léo Moraes a realizar uma licitação emergencial de 180 dias, prevendo apenas preço, e não técnica. 

A gestão correu com o processo emergencial. A Aurora Serviços venceu o certame com o menor preço, mas não tinha documentos para habilita-la aos serviços, sendo desclassificada. A segunda, então, foi chamada: a Amazon Fort, empresa citada em vários processos em Rio Branco e Florianópolis, por corrupção e serviços de péssima qualidade, resultando até em condenação criminal para um dos sócios. Mas é essa empresa que o Tribunal de Contas determinou que a prefeitua chamasse o mais rápido possível para atender a cidade de Porto Velho.

A Comissão Especial atestou a capacidade técnica da atual concessionária junto a comissão permanente de fiscalização do contrato na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). E observou também que a vencedora da licitação emergencial não possui ativos para manter a qualidade dos serviços de coleta, a começar pelo número de caminhões que são menores que a atual detentora do contrato. O vereador Dr. Santana chamou atenção das instituições para que futuramente esse problema não venha ser entregue na porta da Câmara de Vereadores, como fizeram no interior, quando a população trouxe o lixo para a Casa de Leis. Santana fez uma conta simples e verificou que é praticamente impossível a futura contratante manter os 300 funcionários, caminhões traçados e balsas em atividade para atender a sede do município e os distritos, como é feito hoje.

A comissão, na qual Santana também faz parte, irá manter seus trabalhos com agendas marcadas para a sede da Marquise na próxima quarta-feira e uma reunião com os 300 trabalhadores sobre a transição. Um relatório final será entregue, votado e apreciando pelo plenário da Câmara.

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